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Brasília - O Senado aprovou hoje
(9) o projeto de lei complementar que regulamenta a Emenda 29,
definindo o comprometimento da União, dos estados e dos
municípios com gastos em saúde. Pelo projeto, que ainda
depende de aprovação da Câmara dos Deputados,
haverá até 2011 um incremento no orçamento da
União para investimento em saúde pública de R$
23 bilhões. Já para este ano, esse aumento no repasse
orçamentário para o setor será de R$ 5,5
bilhões.
O projeto prevê o
comprometimento dos orçamentos dos estados e dos municípios
com saúde, em 12% e 15%, respectivamente, de suas receitas
correntes brutas.
No que diz respeito aos
repasses da União, os percentuais de transferência para
a saúde pública, calculados com base no orçamento
do ano anterior mais a variação do Produto Interno
Público (PIB) nominal, serão os seguintes: 8,5% em
2008; 9% em 2009; 9,5% em 2010; 10% em 2011.
O autor da proposta,
senador Tião Viana (PT-AC), ressaltou que além da
vinculação orçamentária que garante mais
recursos para a saúde, seu projeto define claramente o que são
gastos com ações e serviços de saúde, o
que impedirá, por exemplo, que recursos já vinculados
pela Emenda 29 sejam gastos por prefeitos e governadores em programas
como restaurantes populares e asfaltamento de ruas.
A matéria foi
aprovada sob o protesto do líder do governo no Senado, Romero
Jucá (PMDB-RR), que faz ressalvas ao seu conteúdo. "Nós
vamos buscar um caminho na Câmara razoável e que tenha
sustentabilidade econômica", afirmou.
Romero Jucá
entende que não há como aumentar as vinculações
do Orçamento Geral da União (OGU) com gastos
específicos.
A Frente Parlamentar da
Saúde da Câmara dos Deputados estava no Plenário
do Senado para pressionar suas respectivas bancadas a aprovar a
matéria.
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