Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
9 de Abril de 2008 - 21h03 - Última modificação em 10 de Abril de 2008 - 12h48


Paim defende aprovação do Estatuto da Igualdade Racial sem alterações

Juliana Cézar Nunes
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito
José Cruz/ABr
Brasíllia - A Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove a quarta audiência pública. Convidada, a professora da UnB Deborah Silva Santos apresentou o Programa de Combate ao Racismo da universidade e defendeu a criação de um fundo para financiar políticas previstas no estatuto
Brasíllia - A Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promove a quarta audiência pública. Convidada, a professora da UnB Deborah Silva Santos apresentou o Programa de Combate ao Racismo da universidade e defendeu a criação de um fundo para financiar políticas previstas no estatuto
Brasília - A Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial (PL 6264/05) promoveu hoje (9) a segunda audiência pública para debater o projeto. Durante a reunião, o autor do texto inicial, senador Paulo Paim (PT-RS), criticou os deputados pela “dívida com a população negra” e defendeu a aprovação do estatuto ainda este ano, sem alterações que obriguem o retorno do texto ao Senado, onde já foi aprovado. Paim acredita que acréscimos podem ser feitos após a aprovação do estatuto, por emenda, como ocorreu com o Estatuto do Idoso.

Há oito anos em tramitação no Congresso, o Estatuto da Igualdade Racial prevê medidas e políticas públicas para combater a discriminação racial e promover a inclusão dos afrodescendentes no Brasil. Entre elas, as ações afirmativas nas universidades e a regularização dos territórios quilombolas.

“Infelizmente, a maioria dos projetos da comunidade negra ficam engavetados aqui na Câmara. Os deputados que estavam presentes na audiência hoje são comprometidos com esse debate. Mas é preciso que outros deputados também assumam essa discussão”, disse Paim, para quem o Estatuto da Igualdade Racial enfrenta a resistência da “elite escravocrata” e dos meios de comunicação.

“Nem sempre a gente aprova exatamente o que nós queremos. Não existe lei perfeita. Nesse momento, taticamente, o pedido que eu fiz é que os deputados aprovem o estatuto como ele veio para que ele seja sancionado pelo presidente até o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no ano dos 120 anos da abolição não conclusa.”

Já o ativista do movimento negro Edson Lopes Cardoso, que também participou da audiência pública de hoje como convidado, defendeu que o Estatuto da Igualdade Racial seja mais discutido antes de ir para votação. Para ele, são necessárias modificações que garantam a efetividade das políticas públicas previstas no projeto.

“A comissão mal começou os seus trabalhos. O estatuto pode ser aperfeiçoado e retornar ao Senado. Ele tem muito tempo de gaveta e, não, de debate. Há muito deputado da comissão assinando freqüência e desaparecendo”, criticou Cardoso, diretor do jornal Ìrohìn.

“Seria necessário que pensássemos formas de vinculação de recursos que pudessem dar suporte à implantação das políticas previstas no estatuto. Se fomos capazes de construir uma loteria para resolver os problemas dos times de futebol, porque não criamos formas de financiar a superação das desigualdades raciais”, questionou.

O ativista do movimento negro acusou a Caixa Econômica Federal de ter se manifestado de forma contrária a uma proposta da Casa Civil de destinar parte dos recursos das loterias para um fundo de promoção de igualdade racial.

Por meio da assessoria de imprensa, a Caixa não confirmou a informação e disse que a destinação de recursos das loterias depende de decreto presidencial ou de lei aprovada no Congresso.

O relator do Estatuto da Igualdade Racial, deputado Antônio Roberto (PV-MG), e o presidente da comissão, deputado Carlos Santana (PT-RJ), disseram que vão analisar as propostas apresentadas durante a audiência pública de hoje.

Eles reconheceram a demora da Câmara em analisar o Estatuto e pediram que a sociedade se manifeste e cobre dos parlamentares mais dedicação ao debate sobre racismo no Brasil.

"Talvez o grande desafio agora seja abrir mão de opiniões pessoais, apesar de justas, por uma causa maior, que é a aprovação desse projeto tão importante", disse o relator do estatuto, que demonstrou ser favorável à proposta de Paim.


Matéria alterada às 22h12 para acréscimo de informações
 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina