



|
Brasília - A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Holanda, que começa hoje (9), deve
servir para atrair o interesse de investidores holandeses no Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC). A afirmação foi feita pelo
embaixador brasileiro no país europeu, Gilberto Sabóia. A Holanda é um dos
países que mais investem no Brasil, tendo liderado o ranking
dos maiores investidores, com mais de US$ 8 bilhões, ou seja,
cerca de um quarto de todo o investimento estrangeiro no país. Acompanha Lula uma comitiva de mais de 80 empresários, que participarão
de um encontro com holandeses. "O PAC abre oportunidades para investimentos de
infra-estrutura não só de logística, transporte, mas também de
infra-estrutura social, área de saneamento, gestão de águas etc. E os
holandeses têm tecnologia e experiência nessas áreas, de modo
que estarão interessados em investir, junto com os brasileiros,
nisso”, afirmou Sabóia. Segundo o diplomata, que assumiu
a embaixada em setembro de 2003 e que deixará o cargo na próxima
semana, a Holanda começou a investir no Brasil há mais de 80 anos, com
a chegada da empresa Philips no país. Hoje, os holandeses fazem grandes
investimentos em áreas como eletroeletrônica, alimentos, serviços
bancários e química. “Nos últimos cinco anos, houve uma diversificação,
com o aumento do número de empresas holandeses com sede também no
Brasil”, disse. Sabóia ressalta, no entanto, que o
caminho inverso, ou seja, os investimentos brasileiros na Holanda
também têm aumentado de forma gradual. “O setor agroalimentar é um dos
setores que oferece oportunidades para brasileiros aqui. A Holanda é
uma entrada de produtos brasileiros para a agroindústria e, ao mesmo
tempo, é um país que, dentro da Europa, ainda detém uma certa
importância, apesar da limitação territorial. Há também oportunidades
nos setores de mineração e de metais, além de tecnologia mais
sofisticada e de serviços”, destaca o embaixador. O
presidente Lula ficará na Holanda até sexta-feira (11) e terá agenda
com a rainha Beatrix, o primeiro-ministro, Jan Peter Balkenende,
parlamentares e empresários holandeses. Em seguida, viaja à
República Tcheca, no Leste Europeu.
|
|