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9 de Abril de 2008 - 19h36 - Última modificação em 9 de Abril de 2008 - 19h36


EPE teme que redução no preço de tarifa afaste interessados do leilão de Jirau

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, considera arriscado reduzir para R$ 85 o preço máximo que poderá ser cobrado pelo megawatt-hora no leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, como recomendou hoje (9) o Tribunal de Contas da União.

Segundo ele, a tarifa de R$ 91 estabelecida pela EPE foi bem estudada, e uma redução poderá afugentar potenciais competidores: “O risco de colocar uma tarifa muito baixa no início do leilão é o de fazer uma avaliação equivocada e não ter competição, ficar só um competidor ou sem nenhum.”

Tolmasquim destacou o esforço da EPE para reduzir o investimento total previsto pelos empreendedores, que passou de R$ 12,6 bilhões para R$ 8,7 bilhões, e assim diminuir o preço do megawatt-hora. "Só em escavações foram reduzidos R$ 646 milhões; em equipamentos foram R$ 860 milhões; em concreto, R$ 1,5 bilhão. Ou seja, foram feitos muitos esforços de otimização de investimentos de modo a reduzir o valor da obra”, explicou.

Ele disse considerar a tarifa de R$ 91 “bastante razoável”, especialmente se for levado em conta que, apesar de ter uma potência maior, a usina de Jirau deverá vender cerca de 11% menos de energia que a de Santo Antônio, por causa da proximidade com a Bolívia: “A usina de Jirau tem que operar com restrições para não afetar a Bolivia. Por isso ela não pode garantir a geração de energia correspondente a sua capacidade.”

Durante o leilão, acrescentou, a tarifa pode ser até inferior ao recomendado pelo TCU, mas isso vai depender da competição. A decisão final sobre o preço máximo é do Ministério das Minas e Energia, que repassará as diretrizes para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Na avaliação do presidente da EPE, o deságio do preço do megawatt-hora no leilão de Jirau será menor do que na disputa por Santo Antônio porque o preço teto já está mais baixo. “O espaço para cair em Jirau é menor do que em Santo Antônio porque o preço inicial é mais baixo, portanto o deságio será menor”, explica.

No leilão da usina hidrelétrica de Santo Antônio, o preço máximo estimado para o megawatt-hora foi de R$ 122 e o menor, de R$ 78,87, com um deságio de 35%.



 


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