Antônio Cruz/ABr
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Brasília - O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, discursa no lançamento da Campanha Brasileira dos 60 anos da Decalaração Universa dos Direitos Humanos
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Brasília - Para celebrar os 60
anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos,
composta por 30 artigos, serão realizados ao longo do ano
cerca de 30 eventos como congressos, entrega de prêmios, shows
e campanhas publicitárias. A intenção é
criar ferramentas para popularizar o conceito de direitos humanos.
Um dos eventos que
marca o calendário é a 1ª Conferência de Gays,
Lésbicas e Transgêneros, em julho. Também será lançada uma revista de direitos humanos e realizadas as
conferências nacionais dos direitos da pessoa idosa e da pessoa
com deficiência.
Em junho, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com presidentes de
grandes empresas como a Gerdau, Petrobras e Votorantim, para falar
sobre direitos humanos no trabalho. A informação é
do ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo
Vannuchi.
Durante lançamento da Campanha
Brasileira dos 60 anos da Declaração Universal dos
Direitos Humanos, a ministra da
Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa
Freire, citou como exemplo o Programa Pró-Equidade de Gênero,
que busca alcançar a igualdade de gênero no mundo do
trabalho. Segundo ela, o programa está provocando uma “revolução”.
“São as pequenas revoluções cotidianas que não
saem nas manchetes dos jornais, mas que estão mudando a vida
das pessoas”.
O ministro Paulo Vannuchi afirmou que os 30 pontos da
Declaração Universal dos Direitos Humanos são
“um programa político planetário que tem a fórmula
exata da paz nos países e na relação entre
eles”.
Representantes da
Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força
Sindical participaram da cerimônia de lançamento da campanha e ouviram do ministro Vannuchi que é preciso realizar
um encontro sindical para discutir com os trabalhadores a defesa dos
direitos humanos.
A cerimônia foi realizada no Palácio do
Planalto e contou também com a participação do
ministro da Justiça, Tarso Genro. Ele falou sobre a
importância do Judiciário na garantia dos direitos
humanos.
A declaração
completa 60 anos em 10 de dezembro. Os 30 pontos que a compõe
tratam, por exemplo, do direito à locomoção, à
propriedade e da proibição da tortura e do trabalho
escravo e à igual proteção da lei.