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Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março ficou em 0,48%, um pouco menor do que a registrada em fevereiro (0,49%). A educação ainda pesa, mas alimentos passaram a ter influência maior. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a redução do preço dos alimentos em fevereiro “tirou a atenção” do impacto dos itens de educação. “A taxa de fevereiro conteve nela a metade [do peso] só por conta de educação. Naquela taxa, tirando educação, outros itens, como os alimentos, tinham dado sinais decrescentes. No entanto, os alimentos voltaram a subir e o índice foi pressionado”, constatou a economista do IBGE Eulina dos Santos. A contribuição do grupo alimentação representa 0,20 ponto percentual do IPCA de março.Os alimentos registraram alta de 0,89% contra 0,60% do mês anterior. Em destaque, o pão francês, que subiu 4,24%, pressionado pelo preço da farinha de trigo. Também contribuíram para esse resultado a alta de 1,43% das tarifas de água e esgoto e de 1,40% das taxa de energia elétrica. Para a estabilidade, influenciaram o grupo dos produtos não-alimentícios, registrando alta de 0,36%, contra 0,46% de fevereiro.
O IBGE destaca também a influência das peças de vestuário. Após a queda de 0,54% de fevereiro, por causa das liquidações, as roupas e acessórios subiram com a troca de coleção nas lojas, apresentando alta de 0,75%. Em abril, avalia a economista, a inflação terá o impacto dos alimentos e do aumento no preço do aço, já anunciado, que pode provocar uma alta nos preços dos eletrodomésticos e automóveis. “Os dados de janeiro a março indicam pressões dos alimentos para o próximo mês”, considerou. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também divulgado hoje pelo IBGE, calculado entre famílias com renda de até seis salários mínimos, teve alta de 0,51% em março, contra 0,48% em fevereiro. Em março de 2007, o INPC fechou em 0,44%.
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