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10 de Abril de 2008 - 20h47 - Última modificação em 10 de Abril de 2008 - 20h55


CGU justifica investigação sobre gastos de Jungmann com cartão corporativo

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, encaminhou hoje (10) ao deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) um documento com a justificativa sobre a abertura de investigação de gastos do parlamentar com cartões corporativos à época que era ministro extraordinário de Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Segundo Hage, a CGU está apenas cumprindo com o dever ao verificar as contas de suprimento de fundo (que inclui as contas tipo B e dos cartões corporativos) do ex-ministro. Ele afirma ainda que o órgão tem apurado todas as denúncias veiculadas pela imprensa sobre os gastos pessoais de recursos públicos por autoridades.

No esclarecimento enviado ao deputado, Hage negou qualquer motivação política para a investigação. “[A CGU] vem adotando o mesmo procedimento para todas as demais autoridades que realizaram ou possam ter realizado despesas da mesma natureza, utilizando suprimentos de fundos”, destaca o documento.

De acordo com o ofício, a CGU agiu da mesma forma em relação ao atual governo. O documento cita as investigações de gastos da ex-ministra da Secretaria Especial de Igualdade Racial Matilde Ribeiro e dos ministros Altemir Gregolin (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca), Orlando Silva (Esporte) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

Hage destaca que as investigações da CGU terminam na devolução de dinheiro aos cofres públicos. “Essas e outras autoridades, diga-se de passagem, já recolheram aos cofres públicos as quantias referentes a despesas consideradas irregulares, em alguns casos antes mesmo da recomendação da Controladoria-Geral da União”, ressalta.

No final de março, Jungmann e mais dois ex-ministros do governo Fernando Henrique Cardoso – o senador Arthur Virgílio (AM), ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Paulo Renato, ex-ministro da Educação – decidiram tornar públicas as despesas com cartão corporativo. Com a divulgação, foi revelado que, nos gastos do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, estavam incluídas massagens em um hotel no Rio de Janeiro e despesas de alimentação em Brasília.



 


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