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Brasília - O ministro da
Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, encaminhou
hoje (10) ao deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) um documento com
a justificativa sobre a abertura de investigação de
gastos do parlamentar com cartões corporativos à época
que era ministro extraordinário de Política Fundiária
e do Desenvolvimento Agrário no governo do ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso.
Segundo Hage, a CGU está apenas
cumprindo com o dever ao verificar as contas de suprimento de fundo
(que inclui as contas tipo B e dos cartões corporativos) do
ex-ministro. Ele afirma ainda que o órgão tem apurado
todas as denúncias veiculadas pela imprensa sobre os gastos
pessoais de recursos públicos por autoridades.
No
esclarecimento enviado ao deputado, Hage negou qualquer motivação
política para a investigação. “[A CGU]
vem adotando o mesmo procedimento para todas as demais autoridades
que realizaram ou possam ter realizado despesas da mesma natureza,
utilizando suprimentos de fundos”, destaca o documento.
De
acordo com o ofício, a CGU agiu da mesma forma em relação
ao atual governo. O documento cita as investigações de
gastos da ex-ministra da Secretaria Especial de Igualdade Racial
Matilde Ribeiro e dos ministros Altemir Gregolin (Secretaria Especial
de Aqüicultura e Pesca), Orlando Silva (Esporte) e Guilherme
Cassel (Desenvolvimento Agrário).
Hage destaca que as
investigações da CGU terminam na devolução
de dinheiro aos cofres públicos. “Essas e outras
autoridades, diga-se de passagem, já recolheram aos cofres
públicos as quantias referentes a despesas consideradas
irregulares, em alguns casos antes mesmo da recomendação
da Controladoria-Geral da União”, ressalta.
No final de
março, Jungmann e mais dois ex-ministros do governo Fernando
Henrique Cardoso – o senador Arthur Virgílio (AM),
ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República,
e Paulo Renato, ex-ministro da Educação – decidiram
tornar públicas as despesas com cartão corporativo. Com
a divulgação, foi revelado que, nos gastos do
ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, estavam incluídas massagens em um hotel no Rio de Janeiro e despesas de alimentação
em Brasília.
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