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Brasília - O presidente do
Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas,
Epitácio Luiz Epaminondas, comemorou a decisão do
Senado de aprovar projeto de lei que acaba com o fator
previdenciário no cálculo das aposentadorias. A
proposta foi aprovada ontem (9) e ainda precisa passar pela Câmara.
O fator previdenciário
foi criado em 1999 e pode reduzir o benefício, dependendo do tempo de contribuição, da idade do trabalhador e da
expectativa de sobrevida do segurado no momento da aposentadoria, item
calculado a partir de estimativas do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Sempre que o fator previdenciário for
menor do que um, há redução no valor da aposentadoria.
Epaminondas afirmou que
esse mecanismo reduz em até 38% o valor da aposentadoria em
relação ao salário da ativa para os homens e até
48% para as mulheres. Atualmente o
servidor público recebe o benefício de acordo com o cálculo de uma média de salários recebidos e não com base no último salário recebido na ativa. A base do governo governista no
Senado se posicionou contrária à aprovação
do projeto. Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o
fator previdenciário foi criado para garantir sustentabilidade
à Previdência Social. Mas, para Epaminondas, a
Previdência deve evitar desequilíbrios nas contas melhorando a
gestão. “O problema da Previdência é de gestão.
Já melhorou muito, mas ainda precisa avançar”,
avaliou.
Pelo projeto, os
trabalhadores passarão a se aposentar apenas pela idade mínima
de 55 anos para as mulheres e 60 anos para os homens, ou pelo tempo
de contribuição. Nesse último caso, para o setor
público, a regra será de 35 anos de contribuição
a partir de uma idade mínima de 18 anos. Para o setor privado,
a regra determina 35 anos de contribuição a partir de
uma idade mínima de 16 anos.
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