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Antonio Cruz/ABr
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Brasília - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, dá entrevista a emissoras de rádio no estúdio da EBC, para falar das iniciativas recentes para desenvolver o turismo no país
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Brasília - A epidemia de dengue no
Rio de Janeiro tem causado prejuízo para os setores ligados a
atividades turísticas no estado, reconheceu hoje (10) a
ministra do Turismo, Marta Suplicy. A repercussão dos casos da
doença tem, segundo ela, inibido a chegada de visitantes
estrangeiros ao país.
“Teve um impacto sim.
Nós não temos os números ainda, mas tivemos logo
que começou a epidemia uma repercussão. Foi pior na
Espanha, Portugal e Itália. Os jornais colocaram mais força.
Na Argentina, teve um pouco também”, afirmou, em entrevista a emissoras de rádio, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.
Marta ressaltou
os esforços dos governos estadual e federal para contornar o
quadro de saúde pública. Ao ministério, coube a
função de divulgar as medidas adotadas internamente para a comunidade
internacional.
“Não podemos
tapar o sol com a peneira. O problema é realmente sério.
O Ministério do Turismo encaminhou para os seus escritórios
no exterior um dado de realidade. Acho que não pudemos nos
furtar a isso. Também há muita ênfase nas operações
que os governos estão fazendo para que as pessoas possam ser
atendidas.”
O trabalho de prevenção
à doença, defende a ministra, precisa contar com o
engajamento dos responsáveis pelas prefeituras.
"Fui prefeita e, para
ser sincera, sei exatamente como é a responsabilidade. Isso
é responsabilidade de prefeitura. Estou falando isso para o
Rio de Janeiro, mas estou falando porque muitas cidades estão
nos escutando. Você, prefeito, vista a camiseta e pegue o sábado
para tocar a campainha dos lugares onde tem foco.”
A Secretaria Estadual
de Saúde do Rio informou
ontem (9) que cerca de 75 mil pessoas foram infectadas pela doença
neste ano. Até agora 79 mortes foram confirmadas, das quais 28 foram
por dengue hemorrágica.
Dez capitais
brasileiras, entre elas destinos turísticos como Fortaleza,
Recife e Maceió, estão em estado
de alerta para um possível surto da doença.
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