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Brasília -
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, afirmou hoje (10) esperar que no cenário
pós-eleições de 2010 governo e oposição
possam dialogar para acelerar o processo de reformas necessárias
ao país. Ele também negou que tenha falado, em
Brasília, com integrantes do PMDB sobre sua possível
ida para o partido. “Precisamos criar no Brasil um
ambiente em que o vitorioso possa ter o respeito da oposição.
Além disso, é preciso capacidade para o diálogo
para que possamos fazer o que não foi feito lá atrás.
No governo do presidente Lula, há reformas fundamentais para
que a gente venha crescer numa velocidade maior do que a de hoje”,
afirmou Aécio, após sair de reunião com o
presidente da República em exercício, José
Alencar. No futuro, avalia Aécio, não
deve ser reeditada a mesma oposição que o PT fez em
relação ao governo do presidente Fernando Henrique
Cardoso. Na gestão do PSDB, segundo ele, o PT se posicionava
contra, por antecedência, à maioria das matérias
que saíam do governo. “Foi assim com a Lei de
Responsabilidade Fiscal, com o próprio Plano Real e na
discussão de reforma previdenciária”, disse o
governador mineiro.
Apesar de ser do PSDB, Aécio
afirmou que não vê o PT como inimigo. “Não
precisamos ser inimigos por estarmos em campos opostos. Não
vejo o PT dessa forma e acho que hoje há convergências
de pensamentos. Basta observar a política economia conduzida
pelo presidente Lula, uma bendita herança do governo Fernando
Henrique.”
Aécio negou que tenha conversado com membros do PMDB, durante jantar do qual participou ontem (9),
sobre sua possível ida para o partido. Disse, porém,
que tem “grande afinidade” com importantes figuras
peemedebistas.
O governador acredita, no entanto, que PSDB e
PMDB vão reeditar a parceria que tinham na gestão FHC.
“Acho que, no futuro, o Brasil vai ter reeditada uma parceria que já
ocorreu no passado, onde PSDB e PMDB, além de outros partidos,
possam estar juntos em um projeto de país. Gostaria que isso
fosse já no processo eleitoral. Se isso não for
possível, que seja depois”. Questionado por
jornalistas, ele comentou o caso do suposto dossiê com gastos
do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, é
preciso que haja investigações para identificar não
apenas o vazamento, mas também as razões pelas quais o
documento foi elaborado. “Seja para responsabilizar eventuais
culpados ou até para inocentar, caso não tenha havido
má-fé nessa elaboração, como diz o
governo”.
O governador de Minas Gerais convidou o presidente
José Alencar para ser orador na cerimônia em
comemoração à Inconfidência Mineira, no
próximo dia 21, em Belo Horizonte.
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