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Brasília - O nome do relator da comissão especial da
Câmara dos Deputados que analisará a proposta de reforma
tributária ainda está sendo avaliado pelos líderes
partidários. Os mais cotados são os deputados Antônio
Palocci (PT-SP), Sandro Mabel (PR-GO) e Edinho Bez (PMDB-SC).
Ontem (9) à noite, o líder do PR,
Luciano Castro (RR), reafirmou que o relator da comissão
especial seria Sandro Mabel, mas o presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia (PT-SP), autorizou o líder do PT, Maurício
Rands (PE), a dizer que Palocci ficaria com o cargo. Hoje (10) Chinaglia disse que ainda não existe decisão. "Como existe um sistema de pressões e
contrapressões, fiz uma contrapressão para dizer que não
há decisão", explicou Chinaglia. Ele
disse que o noticiário está centralizando a questão
em dois deputados (Palocci e Mabel), mas ressaltou que há
outros nomes cotados, como Edinho Bez.
A comissão especial que vai analisar o
mérito da proposta de emenda à Constituição
(PEC) da reforma tributária foi criada ontem por Chinaglia,
que encaminhou ofícios aos líderes partidários
para indicar os deputados que vão compor a comissão: 23
titulares e 23 suplentes.
Chinaglia também informou que está
em estudo na Câmara o aumento da verba de gabinete, concedida
aos parlamentares para contratação de funcionários
para trabalhar exclusivamente em seus gabinetes. "Pedi que fosse
feito um estudo para saber qual foi o último reajuste, a
inflação de lá para cá e o aumento real
concedido aos funcionários da Câmara."
Ele esclareceu, porém, que o aumento é
para os funcionários que trabalham nos gabinetes, e não
para os parlamentares. Se a Mesa Diretora da Câmara concordar
com o aumento, ele poderá ser anunciado já na próxima
semana, afirmou.
Atualmente, a verba de gabinete é de R$
50.815,62, e os deputados podem contratar de cinco a 25 pessoas para
trabalhar no gabinete.
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