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Brasília - O vice-presidente do Conselho
Indigenista Missionário (Cimi), Roberto Liegbott, afirma que
grande parte das terras reconhecidas e regularizadas para índios estão ocupadas ilegalmente. Segundo ele, os indígenas enfrentam o desrespeito aos
territórios que já foram legalmente destinados a eles.
“Pelos menos 80% das áreas
regularizadas estão invadidas por posseiros, grileiros, ou
algum tipo de empresa que desenvolve projetos econômicos dentro
daquelas áreas. A demarcação em si não
traz uma segurança efetiva para a comunidade indígena.
Precisaria que o governo brasileiro desenvolva a proteção
e a fiscalização dessas áreas”.
Ele cita como exemplo, o caso das
terras de Raposa Terra do Sol, em Roraima, com procedimento
demarcatório quase concluído mas onde há a
pressão de grileiros e arrozeiros contra a posse indígena.
Procurado para comentar as informações
do Cimi, a Funai respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que o
presidente do órgão, Márcio Meira, não
tinha agenda disponível para entrevista.
De acordo com o Censo 2000 do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há
734 mil indígenas no Brasil, cerca de 70 mil no Mato Grosso do
Sul. A estimativa é que hoje 40% dos índios vivam em
áreas urbanas do país.
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