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10 de Abril de 2008 - 20h18 - Última modificação em 10 de Abril de 2008 - 20h18


Cerca de 80% das áreas regularizadas para índios estão invadidas por fazendeiros, diz conselho

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O vice-presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Roberto Liegbott, afirma que grande parte das terras reconhecidas e regularizadas para índios estão ocupadas ilegalmente. Segundo ele, os indígenas enfrentam o desrespeito aos territórios que já foram legalmente destinados a eles.

“Pelos menos 80% das áreas regularizadas estão invadidas por posseiros, grileiros, ou algum tipo de empresa que desenvolve projetos econômicos dentro daquelas áreas. A demarcação em si não traz uma segurança efetiva para a comunidade indígena. Precisaria que o governo brasileiro desenvolva a proteção e a fiscalização dessas áreas”.

Ele cita como exemplo, o caso das terras de Raposa Terra do Sol, em Roraima, com procedimento demarcatório quase concluído mas onde há a pressão de grileiros e arrozeiros contra a posse indígena.

Procurado para comentar as informações do Cimi, a Funai respondeu, por meio da assessoria de imprensa, que o presidente do órgão, Márcio Meira, não tinha agenda disponível para entrevista.

De acordo com o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 734 mil indígenas no Brasil, cerca de 70 mil no Mato Grosso do Sul. A estimativa é que hoje 40% dos índios vivam em áreas urbanas do país.



 


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