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11 de Abril de 2008 - 14h27 - Última modificação em 11 de Abril de 2008 - 14h32


Após chegada da PM, famílias sem teto deixam terreno ocupado em Campinas

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A saída de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MSTS) do Acampamento Frei Tito, no município de Campinas (SP), foi pacífica. O terreno de propriedade particular estava ocupado por famílias sem teto desde o dia 28 de março. Com a chegada de policiais militares hoje (11) pela manhã, em cumprimento à ordem judicial de reintegração de posse, o grupo decidiu deixar a área sem resistir.

“Resolvemos sair porque diminuiu o número de famílias no acampamento depois das notícias que começaram a surgir sobre a vinda dos policiais para a desocupação”, disse o coordenador do movimento, Marcos Fernandes.

Segundo ele, no início da ocupação havia cerca de mil famílias no local. Na madrugada de hoje, 300 pessoas permaneciam no terreno, situado no sudoeste de Campinas. O município fica a quase 100 quilômetros de distância da capital paulista.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar, por volta das 11h os sem-teto ainda retiravam  as barracas de lona erguidas no local. Depois de desocuparem a área, os integrantes do movimento foram para a porta da prefeitura, onde se acomodaram em colchões espalhados pelas escadarias.

A assessoria da prefeitura informou que as autoridades municipais mantiveram a intenção de não atender os manifestantes, sob o argumento de que na fila de espera por moradias já existe uma lista a ser atendida.

Dados da Secretaria Municipal da Habitação indicam um déficit de 23,6 mil moradias na cidade. As famílias que vivem em áreas de riscos somam cerca de 3,6 mil, das quais 900 estariam em perigo iminente de serem vítimas de alagamentos, desmoronamento ou deslizamentos.

A meta anunciada no início da atual gestão foi construir 5 mil moradias. Até agora, foram erguidas 3,5 mil unidades, conforme a assessoria da Secretaria de Habitação.




 


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