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11 de Abril de 2008 - 12h06 -
Última modificação
em 11 de Abril de 2008 - 13h10
Gasto com desapropriação tornou inviável terceira pista de Guarulhos, afirma Jobim
Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil
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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - Ministro da Defesa, Nelson Jobim, participa da abertura da Feira Anac de Aviação Civil
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Brasília - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (11) que os gastos estimados em R$ 1 bilhão com a desapropriação da área e retirada das famílias onde seria construída a terceira pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, inviabilizam a obra.
O ministro disse que quando assumiu o cargo, em julho do ano passado, "comprou a idéia" da terceira pista de Guarulhos. "Depois, fizemos estudos e verificamos que era inviável”, acrescentou, ao lembrar que o projeto ficou em estudo no governo durante cerca de cinco anos.
Nesse período, de acordo com o ministro, deixou-se de fazer investimentos em infra-estrutura na região, uma vez que havia a possibilidade de a área ser desapropriada para a obra.
Segundo o presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sergio Gaundezi, 7 mil famílias teriam que ser desalojadas para a construção da terceira pista. “O efeito de retirar 7 mil famílias do local seria uma tragédia”, avaliou.
Jobim e Gaudenzi participam da 1ª Feira Anac de Aviação Civil, que marca a entrada da Agência Nacional de Aviação Civil em seu terceiro ano de atividade. O evento reúne empresas, entidades privadas e órgãos públicos do setor numa exposição aberta e gratuita para o público.
Uma das principais atrações da feira será o vôo do Demoiselle, réplica do pioneiro avião ultraleve desenvolvido pelo brasileiro Alberto Santos Dumont. O evento vai até o próximo domingo (13), no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.
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