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Brasília - As cooperativas de crédito voltadas para empresários têm se tornado uma opção de investimento e de acesso mais barato aos financiamentos. Segundo o presidente da Central das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo (Cecresp), Manoel Messias da Silva, neste ano só em São Paulo o Banco Central aprovou a criação de três cooperativas, que devem ser inauguradas neste semestre, e a expectativa é de que sejam autorizadas mais duas. Segundo Messias, as cooperativas oferecem serviços mais baratos porque não visam lucro. Pesquisa do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob) mostrou que a taxa média de juros do crédito pessoal no mercado é de 3,5% ao mês, enquanto nas cooperativas a média é de 2,5%. Veja comparativo na tabela abaixo. Atualmente, existem em São Paulo 16 cooperativas formadas por empresários e 45 no país, segundo dados do Sicoob. Esse tipo de cooperativa passou a ser autorizado pelo Banco Central em 2003 e é formado por 20 pessoas, no mínimo. A formação inicial de capital das cooperativas, segundo Messias, é de cerca de R$ 300 mil, sendo que os sócios podem não somente tomar empréstimos, mas receber retorno do investimento. Messias explicou que, como as cooperativas são ligadas ao Banco Cooperativo do Brasil, os associados têm acesso a todos os serviços bancários, como cartão de débito e cheque, além de poder contar com repasses de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - destinados a investimentos empresariais. Para serem constituídas, essas cooperativas precisam estar vinculdas a uma entidade empresarial, com um sindicato. Isso porque a resolução do Banco Central indica que para a formação de uma cooperativa é necessário ter um grupo homogêneo, com interesses em comum. “A entidade de classe é a patrona da criação da cooperativa”, explicou. Além dos empresários, as cooperativas oferecem serviços para a empresa e funcionários dos associados e familiares. Segundo o Sicoob, até dezembro de 2007 as cooperativas acumularam R$ 88 milhões em patrimônio líquido e tinham emprestado R$ 262 milhões. Em ativos, somavam R$ 443 milhões. Segundo Messias a criação das cooperativas em pequenas cidades é viável porque atende a um público para o qual os grandes bancos não oferecem atendimento. “Nas grandes cidades, temos um movimento financeiro muito grande”. Para ele, a “concentração bancária”, ou seja, a atuação exclusiva de poucos e grandes bancos, é “cruel” para a economia. “O crédito cooperativo é uma ferramenta alternativa. Os grandes bancos não têm interesse em cidades menores. Eles captam dinheiro dessas regiões, mas não aplicam nelas. No caso das cooperativas, esse dinheiro fica girando na comunidade”. Messias defende que o governo defina uma “política desenvolvimentista” com o objetivo de aumentar o número de cooperativas no país. Segundo ele, atualmente apenas 3% do ativo financeiro no Brasil são de cooperativas, enquanto nos Estados Unidos esse índice é de 10%.
Nas tabelas abaixo, o Sicoob uso informações divulgadas pelo Banco Central, Febraban e Procon-SP referentes a
fevereiro deste ano. Os bancos escolhidos para usar como base foram
Bradesco, Itaú, Unibanco e Banco do Brasil.
| Valor de tarifas cobradas do usuário |
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| Serviço | Mercado | Cooperativas |
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| Manutenção da conta | R$ 20 | isento
| | DOC/TED | R$ 8 | R$ 5 | | Renovação de cheque especial | R$ 25 | R$ 8 | | Cartão de débito | isento | isento | | Renovação cadastral | R$ 30 | R$ 10 | | Extrato na sede ou em terminal | R$ 1,50 | isento |
Valor médio dos juros cobrados nos
diversos serviços (%)
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Serviço
| Mercado | Cooperativas |
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| Crédito pessoal | 3,5% | 2,5% | | Antecipação de recebíveis | 2% | 1,8% | | Cheque especial - Pessoa Física | 8% | 5% | | Cheque especial - Pessoa Jurídica | 3,8% | 4% | | Crédito consigando | 2,2% | 2% | | Aplicação financeira | variável | 100% do CDI |
* Colaborou Stênio Ribeiro
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