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Rio de Janeiro - A inflação medida para as famílias nas quais mais
da metade dos membros têm acima de 60 anos ficou em 1,37% nos
primeiros três meses do ano. É o que mostra o Índice
de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), divulgado
hoje (11) pela Fundação Getúlio Vargas.
No
primeiro trimestre, a alta dos preços teve menor impacto para
a terceira idade do que para a população em geral,
medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que
ficou em 1,43%. Mas, nos últimos 12 meses, o índice da
terceira idade registrou alta de 4,84%, contra um IPC acumulado
inferior, de 4,52%.
Em relação ao quarto
trimestre do ano passado, o IPC-3i avançou 0,2 ponto
percentual, passando de 1,17% para 1,37%.
O economista da FGV
André Braz explicou que a inflação foi menos
sentida pela terceira idade devido ao reajuste das mensalidades
escolares, em janeiro. “Como o primeiro trimestre capta os
reajustes das mensalidades escolares, o peso para o idoso é
menor. Isso porque, nessa faixa etária, os investimentos
costumam ser menores em educação”.
Já
no acumulado do ano, o peso maior para os idosos é explicado
em razão da alta nos alimentos. “A alimentação
subiu muito nos últimos 12 meses, mais de 8%. Essa classe de
despesa pesa mais para o idoso devido aos cuidados com saúde,
com a maior compra de alimentos in natura e derivados do
leite”, disse Braz.
No cálculo do IPC-3i, o item
educação tem um peso de 4,36%, contra 8,54% para o
IPC. Os maiores pesos na composição do índice da
terceira idade são com planos de saúde e medicamentos.
Já os gastos com transportes públicos urbanos têm
menor impacto, por causa do passe livre.
Das sete classes de
despesa que compõem o indicador, seis tiveram altas e apenas
um caiu. As altas foram verificadas em alimentação
(2,47%), habitação (0,84%), saúde e cuidados
pessoais (1,15%), educação, leitura e recreação
(3,09%), transportes (0,13%) e despesas diversas (1,08%). A única
queda ficou para vestuário (-1,13%), devido às
liquidações de verão.
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