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Gervásio Baptista/ABr
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Guará (DF) - Professora de informática Cristiane Félix, do Centro Educacional 3, que já possui acesso à internet por banda larga. Programa do governo federal pretende levar a tecnologia a 56 mil escolas até 2010
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Brasília - Na cidade-satélite
do Guará (DF), duas escolas vivem realidades bem distintas quando o
assunto é inclusão digital. No Centro Educacional 3
(CED 3), o laboratório de informática é um dos
lugares preferidos pelos alunos.
É lá que eles aprendem
não só a usar o computador e seus programas, mas
assistem a aulas especiais de física, química
e biologia.
As dez máquinas que ocupam o espaço são
conectadas à internet sem fio (wireless). A tecnologia
permite que qualquer computador da escola tenha acesso à rede
sem necessidade de cabos de conexão.
“O professor de
biologia vem aqui com a turma e acessa sites com conteúdo
educativo para ajudar nas aulas”, diz a professora de
informática Cristiane Félix.
Todos os professores são incentivados a usar a ferramenta como recurso para
tornar as aulas mais didáticas. Até o final deste mês
será implementado mais um projeto, o notebook (computador portátil) dentro da sala
de aula. Com o uso de um projetor, o professor poderá
explorar o conteúdo dos sites junto com os alunos.
Enquanto isso, no
Centro Educacional 1 (CED 1), o laboratório de informática
permanece subutilizado. Nas aulas, os alunos aprendem a usar
programas básicos como editores de textos e planilhas, mas
nada de internet.
A escola aguarda a instalação da
banda larga, que já foi prometida pela Secretaria de Educação
do Distrito Federal, para mudar o contexto. Os professores já tem até
um projeto para o uso consciente da ferramenta.
“A idéia é
[ensinar a eles] a usar a internet como forma de crescimento
pedagógico, cultural e até social, com orientação
dos professores. Isso prepara o aluno para usar a rede com
responsabilidade e evitar os incidentes virtuais”, explica a
professora Ana Cláudia Domingues.
Para quem o computador
já faz parte da rotina escolar, a tradicional dupla quadro e
giz não é mais suficiente. “Havendo uma coisa
diferente a gente interage mais com o exercício e tem mais
facilidade para aprender”, afirma Jéssica Kalsing, aluna do
1° ano do CED 3. Para o colega dela, Iuri Teixeira, a experiência
ajuda também nos estudos em casa.
“O aluno passa a se
interessar mais pelo conteúdo e depois, quando for acessar a
internet de casa, não vai ficar só na sala de
bate-papo. Ele pode entrar nos sites e estudar, sair do estudo
monótono do livro”, acredita.
Maria Eduarda da Silva,
aluna do 2° ano do CED 1, não tem acesso à rede em
casa e por isso aguarda ansiosa a chegada da banda larga na
escola. “Vai ajudar muito, vou poder me informar sobre o que
acontece no nosso dia-a-dia”. A tecnologia também auxiliará nas pesquisas escolares, já que o colégio não
dispõe de biblioteca.
Para o vice-diretor do
CED 3, Luiz Marcos de Alencar, a internet transforma o aprendizado.
“São ferramentas importantes para que o aluno possa se
desenvolver, pesquisar. Nós temos a internet há três anos
e tem sido um ganho muito importante para os meninos”.
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