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13 de Abril de 2008 - 11h33 - Última modificação em 13 de Abril de 2008 - 16h44


Sem internet, laboratórios de informática acabam subutilizados

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

 
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Gervásio Baptista/ABr
Guará (DF) - Professora de informática Cristiane Félix, do Centro Educacional 3, que já possui acesso à internet por banda larga. Programa do governo federal pretende levar a tecnologia a 56 mil escolas até 2010
Guará (DF) - Professora de informática Cristiane Félix, do Centro Educacional 3, que já possui acesso à internet por banda larga. Programa do governo federal pretende levar a tecnologia a 56 mil escolas até 2010
Brasília - Na cidade-satélite do Guará (DF), duas escolas vivem realidades bem distintas quando o assunto é inclusão digital. No Centro Educacional 3 (CED 3), o laboratório de informática é um dos lugares preferidos pelos alunos.

É lá que eles aprendem não só a usar o computador e seus programas, mas assistem a aulas especiais de física, química e biologia.

As dez máquinas que ocupam o espaço são conectadas à internet sem fio (wireless). A tecnologia permite que qualquer computador da escola tenha acesso à rede sem necessidade de cabos de conexão.

“O professor de biologia vem aqui com a turma e acessa sites com conteúdo educativo para ajudar nas aulas”, diz a professora de informática Cristiane Félix.

Todos os professores são incentivados a usar a ferramenta como recurso para tornar as aulas mais didáticas. Até o final deste mês será implementado mais um projeto, o notebook (computador portátil) dentro da sala de aula. Com o uso de um projetor, o professor poderá explorar o conteúdo dos sites junto com os alunos.

Enquanto isso, no Centro Educacional 1 (CED 1), o laboratório de informática permanece subutilizado. Nas aulas, os alunos aprendem a usar programas básicos como editores de textos e planilhas, mas nada de internet.

A escola aguarda a instalação da banda larga, que já foi prometida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, para mudar o contexto. Os professores já tem até um projeto para o uso consciente da ferramenta.

“A idéia é [ensinar a eles] a usar a internet como forma de crescimento pedagógico, cultural e até social, com orientação dos professores. Isso prepara o aluno para usar a rede com responsabilidade e evitar os incidentes virtuais”, explica a professora Ana Cláudia Domingues.

Para quem o computador já faz parte da rotina escolar, a tradicional dupla quadro e giz não é mais suficiente. “Havendo uma coisa diferente a gente interage mais com o exercício e tem mais facilidade para aprender”, afirma Jéssica Kalsing, aluna do 1° ano do CED 3. Para o colega dela, Iuri Teixeira, a experiência ajuda também nos estudos em casa.

“O aluno passa a se interessar mais pelo conteúdo e depois, quando for acessar a internet de casa, não vai ficar só na sala de bate-papo. Ele pode entrar nos sites e estudar, sair do estudo monótono do livro”, acredita.

Maria Eduarda da Silva, aluna do 2° ano do CED 1, não tem acesso à rede em casa e por isso aguarda ansiosa a chegada da banda larga na escola. “Vai ajudar muito, vou poder me informar sobre o que acontece no nosso dia-a-dia”. A tecnologia também auxiliará nas pesquisas escolares, já que o colégio não dispõe de biblioteca.

Para o vice-diretor do CED 3, Luiz Marcos de Alencar, a internet transforma o aprendizado. “São ferramentas importantes para que o aluno possa se desenvolver, pesquisar. Nós temos a internet há três anos e tem sido um ganho muito importante para os meninos”.


 


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