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12 de Abril de 2008 - 18h40 - Última modificação em 12 de Abril de 2008 - 18h40


Um em cada cinco paraguaios vive em extrema pobreza

Ana Luiza Zenker
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Reduzir a pobreza e atender necessidades básicas da população é um dos grandes desafios do próximo presidente do Paraguai, que será eleito no próximo dia 20, para garantir o respeito aos direitos humanos, na opinião do membro do Serviço Paz e Justiça no Paraguai (Serpaj-Py), Vidal Azevedo.

Segundo dados da Direção Geral de Pesquisas, Estatísticas e Censos (DGEEC, na sigla em espanhol), 35,6% da população paraguaia é pobre e 19,4% (mais de 1,1 milhão de pessoas), extremamente pobre. Na área rural, esse percentual chega a 24,4%.

“Isso também é uma violação dos direitos humanos, já que não são satisfeitos os direitos sociais e econômicos da população”, afirma Azevedo. Para ele, “não se pôde realizar grandes avanços porque o sistema político ainda não conseguiu perder os vícios da ditadura”, com destaque para a corrupção.

Azevedo defende que os próximos governantes trabalhem para que “as pessoas possam ter diariamente as três refeições básicas, educação gratuita e com qualidade e que deixem de morrer 250 mulheres ao ano por causa da gravidez, que deixe de haver 35 mil crianças ao ano desnutridas”.

Além da miséria, o ativista destaca as perseguições políticas. Diz que, embora tenha havido avanços no respeito aos direitos civis e políticos desde o fim da ditadura do general Alfredo Stroessner, em 1989, 78 dirigentes camponeses foram mortos até 2005, “nessa eterna etapa de transição democrática”.

Azevedo afirma que o movimento camponês é o que mais sofre com a violência do governo, na luta pela reforma agrária e pela regulamentação do uso de agrotóxicos no plantio da soja. Ele conta que cada vez que os camponeses organizam alguma manifestação, o governo age de forma violenta. “É uma maneira de criminalizar a luta social”, conclui.

Apesar dos problemas, o membro da Serpaj-Py acha que os movimentos sociais e as organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos cresceram e ganharam força. Ele destaca a atuação do movimento camponês, “que se coloca como a vanguarda na defesa desses direitos”.


 


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