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12 de Abril de 2008 - 11h23 - Última modificação em 12 de Abril de 2008 - 11h23


Motorista de caminhão diz ter sido tratado como bandido por PF em área indígena

Marco Antônio Soalheiro
Enviado Especial

 
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Roosewelt Pinheiro/ABr
Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) - Policiais federais fazem primeira incursão à área onde terão que garantir a paz social
Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) - Policiais federais fazem primeira incursão à área onde terão que garantir a paz social
Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) - Na estrada de acesso à Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o comboio da Polícia Federal e da Força Nacional de segurança que realizava a primeira incursão à área – onde os agentes terão a missão de manter a paz social – abordou os motoristas de três caçambas usadas na reforma da pista de terra batida.

Segundo o motorista Vanderlei Oliveira Lima, agentes fortemente armados ordenaram que os motoristas descessem imediatamente dos veículos, com as mãos na cabeça. Lima é funcionário da empresa Arroz Acostumado, do líder dos arrozeiros, Paulo César Quartiero.

“A gente trabalhando e nos trataram como bandidos. Eles [policiais] levaram as chaves do caminhão, mas depois disseram que ninguém tinha pego” , reclamou o motorista, que permanecia no local da abordagem até a noite, aguardando condução para voltar a Vila Surumu.

Para o delegado da PF, Fernando Segóvia, coordenador geral da operação, não houve excesso na abordagem aos motoristas: “Foi normal. A tensão é muito grande e as pessoas estão querendo ver o que está acontecendo. Como a PF e a Força Nacional não estavam sendo bem-vindas aqui, esperamos qualquer coisa. Por isso precisamos revistar as pessoas”.

Na primeira entrada na terra indígena, onde vão montar bases permanentes até o julgamento de mérito no Supremo Tribunal Federal de ações que contestam o decreto de homologação da Raposa Serra do Sol, os policiais não se encontraram com o líder dos arrozeiros, Paulo César Quartiero, nem com indivíduos armados que integravam a base de resistência que atuava até a suspensão da Operação Upatakon 3.


 


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