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13 de Abril de 2008 - 09h33 - Última modificação em 13 de Abril de 2008 - 10h55


Campeonato de basquete de rua da Cufa promove inclusão social de jovens

Morillo Carvalho
Repórter da Agência Brasil

 
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Elza Fiuza/ABr
Brasília - O produtor artístico da Central Única de Favelas (Cufa), Japão, dá entrevista sobre a  seletiva estadual de basquete de rua de 2008
Brasília - O produtor artístico da Central Única de Favelas (Cufa), Japão, dá entrevista sobre a seletiva estadual de basquete de rua de 2008
Brasília - O segundo aniversário da reforma da Praça do Cidadão de Ceilândia (DF) agregou jovens de todo o Distrito Federal em torno de um esporte: o basquete de rua.

Cerca de 46 grupos, cada um com quatro integrantes, disputaram ontem (12) a seletiva estadual do torneio promovido pela Central Única de Favelas (Cufa).

Mais do que criar uma oportunidade de entretenimento para jovens, a organização não-governamental faz do campeonato um projeto de inclusão social.

“Qualquer coisa que possibilite que o jovem se afaste do álcool e das drogas é uma questão de resgate. E o basquete de rua reúne todos os elementos do hip hop – o DJ, o grafite, o break, a música. Para a Cufa, a rua é o local em que as pessoas têm que estar. Pelo esporte, trabalhamos a questão da auto-estima, do protagonismo juvenil e do respeito do jovem como cidadão”, diz o produtor artístico da Cufa, o rapper Japão.

Foi a segunda vez que uma seletiva se realizou no Distrito Federal. O campeonato – Liga Brasileira de Basquete de Rua (Libbra) – começou em 2003, no Rio de Janeiro. É lá que os vencedores das seletivas estaduais disputam os títulos de campeão. A Cufa estima que, pelo Brasil, cerca de 1,5 mil atletas participem da disputa.

“O objetivo da seletiva estadual é reunir o maior número de jovens e incentivar o uso dos espaços públicos saudáveis pela prática do esporte. A idéia é fazer com que o esporte na vida deles tenha significado e, como o basquete de rua não tem aquela formalidade da quadra, é possível tornar isso  real”, afirma o coordenador-geral da Cufa no DF, Max Maciel.

O evento não recebe nenhuma espécie de patrocínio por meio de repasses diretos de recursos, o que, para Maciel, dificulta a viabilização das produções. No entanto, governo local e empresas formaram parcerias com a ONG para cessão do local e fornecimento de suprimentos de infra-estrutura.

Com esta segunda seletiva, a Cufa espera consolidar sua imagem junto ao empresariado. “Essa etapa [do campeonato] vai legitimar a estrutura da Cufa no DF, o que vai respaldar o empresariado a acreditar no basquete de rua”, afirma Maciel.


 


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