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14 de Abril de 2008 - 17h54 - Última modificação em 14 de Abril de 2008 - 21h46


Ministro recomenda cautela na divulgação de dados sobre campo de petróleo

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje (14) que é preciso ter cautela em relação à divulgação do novo campo de petróleo e gás na Bacia de Santos.

“Não desejo nem desmentir nem confirmar. Recomendei que a Petrobras tomasse a posição oficial por parte do governo e tranqüilizasse de todas as maneiras o mercado, seja do ponto de vista da prudência ou das medidas que ainda terão que ser tomadas para uma avaliação mais segura daquilo que foi dito hoje em relação às descobertas”, disse Lobão.

O ministro disse que existem reservas de petróleo espalhadas por todo o Brasil, e é preciso anunciar a existência delas com segurança. “Não quero julgar o comportamento da ANP [Agência Nacional de Petróleo], mas dizer que o que vai ser feito daqui por diante será com a segurança devida, que a nossa responsabilidade impõe”, afirmou.

Mais tarde, durante encontro de prefeitos do PT, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou a divulgação de informações sobre o campo na Bacia de Santos. "Esse tipo de anúncio, me parece que não pode ser desse jeito". Segundo ele, é uma determinação legal que seja feito antes ou depois do fechamento das bolsas de valores.

Sobre o leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, marcado para o dia 12 de maio, Lobão disse que espera uma concorrência “até certo ponto acirrada”.

"Quanto maior ela for, mais segura será a nossa decisão e melhor para os consumidores brasileiros, que constituem o objetivo final da nossa ação”, afirmou.

O diretor de Engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal, disse que a empresa ainda não definiu como será sua participação e a de suas subsidiárias no leilão, e que os consórcios com a iniciativa privada estão sendo definidos. Segundo ele, a Eletrobrás vai entrar na disputa com o objetivo de tornar a tarifa mais baixa. “Modicidade tarifária é uma tônica, é o nosso papel, a sociedade brasileira precisa disso”, afirmou Cardeal.


Ampliada para acréscimo das declarações do ministro Paulo Bernardo.

 


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