O ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, disse hoje (14) que é preciso
ter cautela em relação à divulgação
do novo campo de petróleo e gás na Bacia de Santos.
“Não desejo
nem desmentir nem confirmar. Recomendei que a Petrobras
tomasse a posição oficial por parte do governo e
tranqüilizasse de todas as maneiras o mercado, seja do ponto de
vista da prudência ou das medidas que ainda terão que
ser tomadas para uma avaliação mais segura daquilo que
foi dito hoje em relação às descobertas”,
disse Lobão.
O ministro disse que
existem reservas de petróleo espalhadas por todo o Brasil, e é
preciso anunciar a existência delas com segurança. “Não
quero julgar o comportamento da ANP [Agência Nacional de
Petróleo], mas dizer que o que vai ser feito daqui por
diante será com a segurança devida, que a nossa
responsabilidade impõe”, afirmou.
Mais tarde, durante encontro de prefeitos do PT, o ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo, criticou a divulgação de informações
sobre o campo na Bacia de Santos. "Esse tipo de anúncio, me parece que não pode ser desse jeito". Segundo ele, é uma determinação legal que seja feito antes ou depois do fechamento das bolsas de valores.
Sobre o leilão
da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia,
marcado para o dia 12 de maio, Lobão disse que espera uma
concorrência “até certo ponto acirrada”.
"Quanto
maior ela for, mais segura será a nossa decisão e
melhor para os consumidores brasileiros, que constituem o objetivo
final da nossa ação”, afirmou.
O diretor de Engenharia
da Eletrobrás, Valter Cardeal, disse que a empresa ainda não
definiu como será sua participação e a de suas
subsidiárias no leilão, e que os consórcios com
a iniciativa privada estão sendo definidos. Segundo ele, a
Eletrobrás vai entrar na disputa com o objetivo de tornar a
tarifa mais baixa. “Modicidade tarifária é uma
tônica, é o nosso papel, a sociedade brasileira precisa
disso”, afirmou Cardeal.