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Brasília - Os países
sul-americanos precisam retomar o papel regulador no
setor agropecuário, afirmou hoje (14) o diretor para América
Latina e Caribe da Organização das Nações
Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José
Graziano.
Segundo ele, depois da
crise que atingiu o setor em 1980, os países desmontaram suas
estruturas de regulação, o que prejudicou,
principalmente, a agricultura familiar.
"O que claramente
saiu da sessão é a retomada do papel regulador, não
interventor, mas regulador do Estado no setor agropecuário",
avaliou.
Para Graziano, a
"desregulação" favoreceu a política de
emergência de crises periódicas, o que ocasionou um
desgaste dos produtores mais pobres. "Os agricultores familiares
da região, que são os grandes responsáveis pela
produção de alimentos, passaram a não ter mais
crédito e assistência técnica".
Graziano acredita que a
30ª Conferência Regional da FAO, que teve início
hoje e vai até a próxima sexta-feira (18), deve apontar
soluções para problemas como as doenças que
atravessam fronteiras.
"Nossa expectativa
é de que alguns dos principais pontos sejam mantidos, como a
prioridade para a política de combate à fome”.
Segundo ele, outros
temas que vêm ganhando relevo devem ser incluídos com
prioridade maior, como o combate às doenças transfronteiras.
“Hoje, vemos uma
clara oportunidade de erradicar algumas doenças, como a
aftosa, que afeta muito o Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina
e Uruguai", ressaltou.
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