



|
Brasília - A Casa Civil da
Presidência da República recebeu, há pouco, do
Ministério do Planejamento, o decreto que contingencia R$ 19,4
bilhões de recursos do Orçamento Geral da União
de 2008. O decreto estabelece, ainda, a programação de
gastos de custeio e investimentos dos ministérios.
O corte foi promovido
pelo governo para garantir o cumprimento da meta de superávit
primário (receitas menos despesas do governo), equivalente a
3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).
Com a publicação
no Diário Oficial, que deve ocorrer amanhã, os
ministérios poderão fazer empenhos em obras de
investimento, especialmente as do Programa de Aceleração
de Crescimento(PAC).
Até agora, o
governo só podia liberar o equivalente a um doze avos para
despesas de custeio da máquina pública. Os recursos
aplicados nestes quatro meses de 2008 em investimento eram do
Orçamento de 2007 que tinham sido inscritos na rubrica de
restos a pagar.
O orçamento
deste ano, aprovado no Congresso, prevê um receita de R$ 687,6
bilhões, um pouco acima das estimativas do projeto de lei
enviado à Casa, pelo Ministério do Planejamento, em
agosto de 2007. A estimativa inicial era de R$ 682,7 bilhões e
contava com cerca de R$ 39 bilhões de recursos da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
O valor aprovado
no Congresso, em relação ao PIB - soma dos bens e
serviços produzidos no país - caiu de 24,87%, na
proposta original, para 24,39%, sem a CPMF. Isso porque a projeção
do PIB passou de R$ 2,774 trilhões em 2007, quando o orçamento
foi elaborado, para R$ 2,819 trilhões estimados para 2008.
Caso as receitas
iniciais previstas, de R$ 687,6 bilhões, venham ser
confirmadas ao longo do ano, a Secretaria de Orçamento e
Finanças, do Ministério do Planejamento, poderá
rever os valores contingenciados nas novas programações
orçamentárias, o que ocorrer a cada dois meses.
|
|