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Rio de Janeiro - A nova política industrial, que será
anunciada pelo governo nos próximos dias, estabelecerá
como meta, na área do comércio exterior, que o Brasil
detenha 1,25% do comércio internacional em 2010, contra os
atuais 1,14%. A informação foi dada hoje (15) pelo
secretário de Comércio Exterior, do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(MDIC), Welber Barral.
Com a meta, as exportações
do Brasil deverão chegar a US$ 220 bilhões por ano em
2010. Barral refutou a tese de que a meta de 1,25% de exportações
do cenário mundial seja reduzida ou conservadora. “Nós
tivemos um salto. Há cinco anos, o Brasil tinha só 0,8%
do comércio internacional. Nós saltamos em 2007 para
1,14% e queremos chegar a 1,25% em 2010. Parece pouco. Mas isso vai
deixar o Brasil entre os 20 maiores exportadores mundiais”.
O secretário enfatizou que,
para chegar a essa fatia do comércio mundial, o Brasil terá
que elevar as exportações até que cheguem a um
patamar superior ao de outros mercados. “E o comércio
mundial está crescendo muito. Então, a gente tem um
efeito duplicado, que é crescer as exportações e
crescer mais ainda que as exportações mundiais. Se nós
conseguirmos atingir essa meta, nós vamos ficar à
frente, por exemplo, da Suíça e da Suécia, que
são exportadores bastante tradicionais”, avaliou.
Em relação a outros
países emergentes, o Brasil enfrenta a concorrência da
China, que detém 8% das exportações globais, e
da Rússia, com 2,5%. Já a Índia tem 1% dos
embarques internacionais, percentual inferior ao do Brasil.
Barral abre amanhã (16), na
sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social,
no Rio de Janeiro, o 124º Encontro de Comércio
Exterior (Encomex), cujo principal objetivo é estimular a
participação de micro e pequenos empresários
fluminenses no mercado externo.
Segundo ele, o governo quer que a
fatia exportada pelas micro e pequenas empresas aumente no próximo
ano. “Temos a meta de aumentar a participação de
micro e pequenas empresas para, pelo menos, 4%. E o estado do Rio de
Janeiro, que tem um número muito grande de micro, pequenas e
médias empresas, é um fermento importante para promover
essa participação”, disse.
Hoje, as micro e pequenas empresas
têm uma participação de 1,7% no valor exportado
pelo Brasil, enquanto as médias empresas alcançam 6,7%.
Barral disse que a pauta das
exportações brasileiras é diversificada e
rebateu as críticas de que se baseie, principalmente, em
commodities, bens primários com cotação
no mercado internacional, tais como produtos agrícolas e
minério. “A exportação brasileira é
muito variada”, afirmou.
A indústria, exemplificou o
secretário, tem como principal produto exportado os aviões.
Os produtos que se seguem nesta lista são os automóveis,
maquinas em geral e tratores. “Você tem uma diversidade
tecnológica e industrial muito grande”, disse.
As commodities são o
segundo grupo da pauta de exportações e não são
exclusivamente produtos básicos, conforme destacou o
secretário. “Não é verdade [que commodities
sejam só produtos básicos]. Alguns produtos
químicos de alto valor agregado são considerados
commodities”.
O terceiro grupo é aquele que
engloba produtos com alto grau de inovação, o que,
segundo Barral, não diz respeito somente a componente
tecnológico. Neste caso, pode envolver também aspectos
como marca e design. “Falando especificamente do Rio de Janeiro,
onde há uma exportação expressiva de biquinis,
por parte de pequenas e médias empresas, onde a marca e o
design são quesitos extremamente importantes”, concluiu.
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