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Brasília - O salário mínimo deve ser de, pelo menos, R$ 449,97 no próximo ano, segundo o projeto de Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2009, divulgado hoje (15)
pelo Ministério do Planejamento. Isso representa 8,4% de aumento em relação aos
atuais R$ 415.
Pela regra atual, mantida no projeto da LDO de
2009, o mínimo é reajustado pelo crescimento real
(acima da inflação) do Produto Interno Bruto (PIB) –
soma das riquezas produzidas pelo país - dividido pelo número
de habitantes. Para chegar ao reajuste, o governo levou em conta
crescimento de 5% do PIB no ano que vem.
O aumento, no entanto, pode ser maior, caso o
Congresso Nacional aprove as novas regras de reajuste no mínimo
que consta de projeto de lei enviado ao Legislativo, no lançamento
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Caso a
proposta seja aprovada, o mínimo passará para R$ 453,67
– 9,3% de aumento.
Pelas regras propostas no PAC, o mínimo
seria corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC) acumulado desde o último reajuste, mais o
crescimento real do PIB de dois anos de defasagem. Além disso,
a concessão do reajuste seria antecipada a cada ano até
chegar a janeiro, em 2010.
O projeto da LDO estabelece, ainda, projeções
para a economia do país no próximo ano. De acordo com o
texto, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
usado para fixar a meta de inflação, será de
4,5% e a Selic, a taxa básica de juros da economia, encerrará
2009, em percentual nomimal (sem o desconto da inflação)
de 10,5% ao ano, próximo aos atuais 11,25% ao ano.
O texto mantém a meta de superávit
primário em 3,8% do PIB, para o setor público (União,
estados, municípios e estatais). A dívida líquida
do setor público encerrará o ano em 37,9% do PIB.
Atualmente, essa proporção está em torno de 42%.
De acordo com o projeto, o dólar será de R$ 1,85 no
final de 2009.
A LDO estabelece os parâmetros para o
orçamento do próximo ano. Pela Constituição,
o prazo para o envio da LDO ao Congresso acaba hoje (15). Em seguida,
a Câmara e o Senado têm até 30 de junho para votar
o projeto. Se até lá a LDO não for aprovada, a
pauta ficará trancada e os deputados não poderão
entrar de recesso em julho.
O projeto da LDO também contém a proposta de um dispositivo para executar as
despesas discricionárias (não-obrigatórias), para impedir que a
União fique dependente da rubrica 'restos a pagar' e possa
investir em caso de atraso na votação do orçamento. Saiba mais.
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