Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
17 de Abril de 2008 - 06h09 - Última modificação em 17 de Abril de 2008 - 06h09


Anistia Internacional divulga relatório sobre violência urbana contra mulheres

Débora Xavier
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - A responsabilidade do Estado pela violência urbana a que as mulheres estão sujeitas no Brasil, tanto na mão de grupos criminosos quanto na de agentes responsáveis pelos cumprimento da lei, é apontada no relatório Por Trás do Silêncio – Experiências de Mulheres com a Violência Urbana no Brasil –, divulgado nessa quarta-feira (16) pela Anistia Internacional. O trabalho mostra padrões de violação dos direitos humanos das mulheres em seis estados – Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Por meio da história de várias mulheres - Joana, Bárbara, Dona Vitória, Paula, Kátia, Verônica, Patrícia -  o relatório descreve como elas lidam com altos níveis de violência criminal na ausência de proteção do Estado, como o contato feminino com o sistema de justiça criminal pode ser traumático e a maneira pela qual um número crescente delas tem se envolvido direta ou indiretamente com o tráfico de drogas.

De acordo com o trabalho, nas comunidades socialmente excluídas, as mulheres levam a vida em um cenário de constante violência criminal e policial. “No entanto, suas histórias raramente são ouvidas”, diz o texto. Dessa forma, o relatório trata especialmente das vivências ainda não relatadas de pessoas que batalham para viver, criar os filhos e que lutam por justiça em meio à grande violência urbana.

Para a realização do trabalho, a Anistia Internacional conversou, entre 2006 e 2007, com mulheres que foram obrigadas a abandonar suas casas quando os bairros em que viviam foram tomados por criminosos, e com mães que dedicam a vida a lutar por justiça em nome de um filho assassinado. Algumas delas, envolvidas diretamente com o comércio de drogas, somente aceitaram falar com a garantia de que os nomes de suas comunidades não fossem revelados.

O relatório diz que, apesar de duas conquistas importantes – a adoção da Lei Maria da Penha e a criação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres – que tratam das questões que afetam as mulheres brasileiras, as vivências de exclusão social e a relação com a segurança pública “continuam, em grande parte, negligenciadas”.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina