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16 de Abril de 2008 - 20h17 - Última modificação em 16 de Abril de 2008 - 20h17


Para CNI, aumento nos juros é resultado de crescimento nos gastos do governo

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O aumento da taxa Selic para 11,75% ao ano, decidido hoje (16) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, gerou críticas no setor produtivo. Em nota oficial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lamentou o reajuste dos juros básicos da economia.

De acordo com o comunicado, a elevação da Selic em 0,5 ponto percentual, o primeiro reajuste da taxa desde maio de 2005, é resultado do crescimento dos gastos do governo. “A CNI avalia que há a necessidade de reverter a política monetária expansionista que impõe à política monetária a ancoragem única da inflação”, afirmou o presidente da confederação, Armando Monteiro Neto.

A entidade pediu, ainda, o corte de gastos do governo como forma de conter a demanda e impedir a alta da inflação. “A resposta mais eficaz [às pressões inflacionárias] é a melhor coordenação da política econômica, com a adequação da política fiscal às necessidades da estabilidade [econômica]”, registrou a CNI.

Segundo a nota, a alta dos juros não era necessária porque a inflação está sob controle. “A alta dos juros não se justifica porque a trajetória atual da inflação permanece dentro da meta estabelecida, não havendo sinais de alastramento da pressão inflacionária”, afirmou o comunicado.



 


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