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16 de Abril de 2008 - 17h34 - Última modificação em 16 de Abril de 2008 - 18h30


País tem energia suficiente para garantir crescimento, diz Tolmasquim

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, garantiu hoje (16) que o setor elétrico tem como atender a demanda por energia em caso de crescimento de 5% anuais do Produto Interno Bruto (PIB), até 2010.

Tolmasquim disse ainda que a EPE está fazendo cálculos já pensando na demanda de 2012 e 2013. “Não há riscos de qualquer descontrole nos próximos três anos. Nós, hoje, temos uma situação estrutural muito boa até 2010, o que está sendo garantido pelas chuvas deste ano”, observou.

A EPE divulgou hoje o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), para o período de 2008 a 2017. O estudo prevê que o consumo total de eletricidade no país crescerá a uma taxa média anual de 5,5% até lá.

O plano usa como referência uma projeção de expansão sustentada de 5% do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, além de um crescimento populacional de 20,5 milhões de pessoas e de 12,2 milhões de novos domicílios. Atualmente, o sistema energético atende a 51 milhões de domicílios e os cálculos apontam que o número subirá para 63,2 milhões de domicílios.

Para Tolmasquim, os cálculos provam que o crescimento do PIB não implicará, necessariamente, em aumento de consumo de energia acima do previsto. “O país, no que concerne ao consumo de energia, está se aproximando das economias desenvolvidas. Consegue crescer, sem precisar de um consumo de energia tão grande”, constatou.

Segundo ele, num passado recente, para cada crescimento de 1 ponto percentual no PIB, o país precisava de 2 pontos percentuais de expansão da oferta de energia. Atualmente, o cálculo está em um por um, o que significa que o Brasil está evoluindo para uma relação paritária de crescimento do consumo de energia/crescimento do PIB.

“Isto é muito bom porque significa que o país está se aproximando dos países desenvolvidos e precisando cada vez de menos energia para crescer do que no passado”, disse.

Com base nessas projeções, o consumo total de eletricidade no país atingirá 706,4 terawatts/hora (TWh) em 2017, dos quais 604,2 terawatts/hora (85% do total) significarão demanda à rede e os outros 15% serão atendidos pela auto-produção das empresas.

Pelo PDE, constata-se que, em 2007, a proporção da demanda de rede, em relação ao total, era de 91,5%; em 2008, o consumo da rede deverá superar os 396 terawatts/hora, um crescimento de 5,1% sobre 2007.





A matéria foi alterada para inclusão de informações.
 


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