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Brasília - Dois pontos relativos ao novo trâmite de medidas provisórias ainda serão
objeto de discussão no plenário da Câmara: a
questão do crédito extraordinário e a
possibilidade de o presidente da República poder editar uma
medida provisória para revogar outra já em tramitação.
A expectativa é que seja feito um acordo em plenário
para aprovar as duas matérias.
Hoje, a comissão
especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) que trata da mudança no rito das MPs votou relatório
apresentado pelo deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ).
A possibilidade de o
presidente da República poder editar uma medida provisória
para revogar outra já em tramitação só
passou a ser objeto de divergência em relação ao
texto do relator ontem (15), durante reunião de lideranças
do governo e da oposição para tentar fechar um acordo
para votação da matéria na comissão
especial.
De acordo com o líder
do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), o acordo
foi feito para possibilitar que a matéria fosse aprovada na
comissão especial. "O acordo é votar [o parecer
do relator] e nesses dois pontos tentar a construção
de uma redação melhor do que aquela que temos",
afirmou.
Já o líder
do DEM na Câmara, Antônio Carlos Magalhães Neto
(BA), disse que há a possibilidade de que o texto do relator,
que trata dos dois pontos, sofra alterações no
plenário. "Se o governo quiser dar outro tratamento, nós
vamos discutir até o plenário, porque pode haver
alterações na matéria", disse.
O presidente da
Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), destacou que a
mudança vai fazer com que a Câmara e o Senado tenham
mais liberdade para definição da pauta de votações.
"Desde o ano passado, fizemos um acordo com os líderes
para votar cinco projetos e até hoje não conseguimos
isso pelo tumulto causado, especialmente no final do ano, pelas
medidas provisórias", afirmou.
Agora, o texto segue
para votação no plenário da Câmara em dois
turnos. Para sua aprovação será preciso a
concordância de dois terços dos deputados.
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