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16 de Abril de 2008 - 21h11 - Última modificação em 16 de Abril de 2008 - 21h11


Entidades de patrões e empregados criticam aumento de juros

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar a taxa básica de juros de 11,25% para 11,75% ao ano foi criticada por entidades de patrões e de empregados.

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) afirmaram, em nota à imprensa, que o posicionamento do Copom é um flagrante de mais uma ação "preventiva" da autoridade monetária para impedir o desempenho "do atleta da economia brasileira no ranking mundial do crescimento". A nota das entidades foi ilustrada com uma foto do maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro sendo segurado por um manifestante religioso quando o atleta liderava a maratona das Olimpíadas de Atenas, em 2004.    

“Demanda gera investimento, que gera produção, que gera crescimento. Este é o circulo virtuoso que desejamos para o Brasil. A inflação está sob controle, os fortes investimentos permitem que a oferta industrial atenda à evolução da demanda. Portanto, não há motivo para impedir o crescimento com aumento de juros de 0,5 ponto percentual”, diz a nota.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) considerou como "lamentável" a decisão do Copom e afirmou que o comitê desprezou a vontade da maioria da sociedade. Na última segunda-feira (14), seis centrais sindicais (CGTB, CUT, NCST, Força Sindical, UGT e CTB ) emitiram uma carta aberta ao Copom questionando a estrutura do sistema de metas do Banco Central.

"A taxa de inflação permanece sob controle e ainda está bastante longe da margem extra de dois pontos percentuais além da meta, embora o Banco Central insista em afirmar o contrário. As últimas altas de preços estão ligadas à demanda internacional de alimentos, e uma elevação de juros no Brasil em nada influenciaria tal movimento", diz a carta.

Para Força Sindical, a decisão do Copom foi equivocada. A central considerou o aumento de juros um erro porque contém o movimento da economia, "um crescimento que beneficia a todos os brasileiros".

"O Banco Central demonstra claramente que tem alergia da palavra crescimento. Elevar a taxa agora é uma piada de mau gosto. A decisão é incoerente com a atual conjuntura econômica. A inflação ainda não saiu de controle e seria melhor aguardar mais um pouco antes de prejudicar o setor produtivo que gera renda e empregos", avalia a entidade.



 


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