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Rio de Janeiro - É preciso
"conter a ansiedade" e ter dados técnicos para se
fazer qualquer comentário sobre as possibilidades de
descobertas na área de petróleo e gás. A
afirmação foi feita hoje (16) pela diretora de Gás
e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ao referir-se
ao anúncio de que a empresa teria descoberto um novo megacampo
de petróleo na bacia de Santos.
"O Brasil passa
por um momento de felicidade na área de energia. Temos
conseguido superar desafios muito grandes no país, mas temos
que segurar um pouco a felicidade para que tenhamos dados técnicos
nas mãos. A gente não quer, mas tem que esperar porque
não temos dados", disse ela, durante o Fórum
Portugal 2008, no Rio de Janeiro.
No início desta
semana, o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP),
Haroldo Lima, afirmou que o bloco conhecido como Carioca, na bacia de
Santos, teria reservas de aproximadamente 33 bilhões de barris
de óleo (petróleo e gás associados), volume
cinco vezes maior que o do campo de de Tupi, descoberto no ano
passado.
Formada em engenharia de perfuração,
Maria das Graças Foster afirmou ser comum que sinais de
grandes reservas não se confirmem por causa de falhas
geológicas. "A Petrobrás sempre foi extremamente
cautelosa [ao se deparar diante da possibilidade de uma
descoberta]. Tem que ser", disse.
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