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16 de Abril de 2008 - 15h56 - Última modificação em 16 de Abril de 2008 - 15h56


Diretora da Petrobras recomenda cautela em comentário sobre descoberta de reserva

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - É preciso "conter a ansiedade" e ter dados técnicos para se fazer qualquer comentário sobre as possibilidades de descobertas na área de petróleo e gás. A afirmação foi feita hoje (16) pela diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, ao referir-se ao anúncio de que a empresa teria descoberto um novo megacampo de petróleo na bacia de Santos.


"O Brasil passa por um momento de felicidade na área de energia. Temos conseguido superar desafios muito grandes no país, mas temos que segurar um pouco a felicidade para que tenhamos dados técnicos nas mãos. A gente não quer, mas tem que esperar porque não temos dados", disse ela, durante o Fórum Portugal 2008, no Rio de Janeiro.

No início desta semana, o diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou que o bloco conhecido como Carioca, na bacia de Santos, teria reservas de aproximadamente 33 bilhões de barris de óleo (petróleo e gás associados), volume cinco vezes maior que o do campo de de Tupi, descoberto no ano passado.

Formada em engenharia de perfuração, Maria das Graças Foster afirmou ser comum que sinais de grandes reservas não se confirmem por causa de falhas geológicas. "A Petrobrás sempre foi extremamente cautelosa [ao se deparar diante da possibilidade de uma descoberta]. Tem que ser", disse.



 


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