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17 de Abril de 2008 - 07h36 - Última modificação em 17 de Abril de 2008 - 07h36


Consumo médio residencial de energia só volta ao patamar de 2001 em nove anos, mostra estudo

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Somente em 2017 o consumo médio residencial deve chegar próximo ao verificado antes de 2001 – ano do racionamento de energia elétrica.

A previsão consta do novo Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE – para o período 2008-2017, divulgado ontem (16) pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim – responsável pelo estudo.

Os dados divulgados pela EPE – empresa responsável pelo planejamento energético do atual governo – prevêem que o consumo das residências deverá evoluir a taxas de 5,3% ao ano, em média.

Com isto, a demanda média por consumidor residencial chegará, em 2017, a 185 quilowatts/hora por mês – valor apenas 3% superior ao recorde de 180 quilowatts/hora por mês de antes do racionamento de 2001.

As previsões da EPE são de uma expansão de 7% ao ano no consumo do setor comercial, enquanto a demanda na indústria suprida pela rede elétrica crescerá, em média, 3,9% ao ano.

“A taxa relativamente mais baixa de expansão do consumo industrial se deve ao forte incremento da autoprodução neste segmento, cuja taxa projetada de expansão anual é de 11,4% - índice superior à média histórica registrada (8% ao ano)”, informa a EPE.

Regionalmente, os dados indicam que, nos próximos dez anos, o subsistema Norte crescerá 8,1% ao ano; o Nordeste, 5,2%; enquanto o subsistema Sudeste/Centro-Oeste expandirá 4,8%; e o Sul, 4,4% ao ano.



 


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