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Rio de Janeiro - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou hoje (17) na sede da Petrobras que o Brasil tem um contrato com o Paraguai, para comercialização da energia proveniente da hidrelétrica de Itaipu, que não comporta modificação. Na
avaliação dele, o contrato "foi muito bem feito e está produzindo os melhores resultados para o país e, por igual, também para o Paraguai".
Lobão reafirmou a disposição do governo federal de não rever as bases do contrato, que considerou "uma das concepções mais engenhosas que o mundo conhece em matéria de parceria internacional".
Segundo o ministro, que admitiu ter conhecimento de que a campanha eleitoral para a presidência do Paraguai tem apresentado posições de candidatos favoráveis a uma revisão contratual sobre a comercialização da energia de Itaipu, "cada país tem a sua autonomia, a sua independência e a sua soberania, mas quanto ao contrato
eu posso afirmar que ele, eu repito, não comporta modificações, pois foi
muito bem feito”.
Edison Lobão
confirmou que estão em conclusão estudos para a construção de seis
usinas binacionais em regiões de fronteira com a Argentina, a Bolívia e o
Uruguai, além do Peru – país que não precisa de energia neste momento. E afirmou que o governo brasileiro poderá comprar a energia relativa à parte peruana na sociedade da nova usina: “O modelo
de comercialização dessa energia ainda em discussão, mas caso haja
consentimento dos países vizinhos, poderia vir a ser adotado o modelo vigente
hoje no caso da hidrelétrica de Itaipu.”
A próxima reunião do Conselho de
Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), segundo o ministro, deverá confirmar o desligamento de todas
as usinas termelétricas movidas a óleo combustível ou diesel. "Algumas poucas térmicas que utilizam gás natural para
gerar energia, no entanto, deverão ser mantidas em operação, para dar maior conforto ao nível
dos reservatórios – só por zelo”, disse.
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