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17 de Abril de 2008 - 16h42 - Última modificação em 17 de Abril de 2008 - 16h42


Movimentos sociais entregam reivindicações durante conferência da FAO

Danilo Macedo
Repórter da Agência Brasil

 
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Marcello Casal Jr./Abr
Brasília - Representantes de movimentos de trabalhadores rurais sem terra fazem manifestação na Esplanada dos Ministérios pelo limite da extensão das fazendas
Brasília - Representantes de movimentos de trabalhadores rurais sem terra fazem manifestação na Esplanada dos Ministérios pelo limite da extensão das fazendas
Brasília - Representantes de movimentos sociais que lutam pelo acesso à terra entregaram hoje (17) um documento com reivindicações ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, durante a 30ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

O grupo, de pouco mais de 20 pessoas, recebeu apoio de integrantes da comunidade indígena de outros países que participam do encontro e expuseram seu trabalho. "O direito ao acesso à terra é o direito à vida", afirmaram, no auditório principal, enquanto cerca de 2 mil trabalhadores rurais, ligados a 47 entidades que compõem o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, seguiam em passeata pela Esplanada dos Ministérios, até o Congresso Nacional.

Sobre a participação dos manifestantes na conferência, Cassel afirmou que "isso é democracia". E acrescentou: "Não consigo imaginar um que organismo como a FAO, que faz parte da ONU, funcione à margem da sociedade civil, sem aproveitar o conhecimento e a experiência dela. Democracia viva, para valer, é assim que a gente faz. Foi um momento importante da conferência porque todos os países que estão aqui puderam ver como é que a gente faz política, como é que a gente governa – a gente governa junto, assimilando crítica, assimilando conhecimento. Acho que a FAO aprendeu muito e nós também."

O presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Renato Maluf, que falou antes da participação dos movimentos sociais, destacou o trabalho conjunto entre os países para erradicar a fome no continente: "A erradicação da fome e a promoção da segurança alimentar e nutricional dizem respeito ao direito humano a uma vida digna e são decisivos para a soberania dos povos. São ainda componentes centrais para superarmos a histórica desigualdade social que infelizmente caracteriza a América Latina."

Maluf afirmou que falta, no Brasil, uma política nacional de abastecimento alimentar orientada pelo direito à alimentação, que leve em conta a promoção da agricultura familiar de base agroecológica e amplie o acesso à alimentação adequada e saudável.

A 30ª Conferência Regional da FAO começou segunda-feira (14) e termina amanhã (18). Após o encerramento, os participantes farão uma visita à Embrapa e, no dia seguinte, conhecerão a produção de etanol em Ribeirão Preto (SP), a convite do governo brasileiro.

 


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