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17 de Abril de 2008 - 12h55 - Última modificação em 17 de Abril de 2008 - 12h55


Médicos promovem ato no Congresso pela valorização do SUS

Da Agência Brasil


 
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Brasília - Médicos de todo o país participam hoje (17), a partir das 14h, de uma manifestação no Congresso Nacional contra a atual situação da saúde pública brasileira. “É a primeira vez que há uma manifestação explícita a favor do SUS [Sistema Único de Saúde] ", destacou a coordenadora do Laboratório de Economia e Política da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria Lúcia Viana, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional.

Para ela, o SUS é uma "grande vitória que foi incorporada à Constituição", mas não é uma prioridade para o Poder Público. "Não tem sido [prioridade] ao logo de todos os governos, desde 1990, quando ele foi regulamentado pela Lei Orgânica da Saúde”, criticou.

De acordo com a coordenadora, a Constituição Federal estabelece uma série de receitas destinadas à seguridade social, que engloba ações nas áreas da Previdência, assistência social e saúde. “Se a gente for contar essas receitas hoje, elas dariam perfeitamente não só para pagar as aposentadorias e ações assistenciais, mas também para mais recursos para a saúde.”

Segundo a especialista, as receitas previstas na Constituição não têm sido destinadas à seguridade social. “Na prática, a seguridade deixou de existir”, avaliou.

“A saúde, em particular o SUS, ressente-se por essa fragmentação das políticas, em termos de recursos, e ressente-se também por essa questão dos apoios, que hoje são reduzidos, porque grande parte dos trabalhadores formais tem planos de saúde. O SUS transformou-se em um sistema para pobre e passou a ser um sistema pobre”, completou Maria Lúcia.



 


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