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17 de Abril de 2008 - 18h17 - Última modificação em 17 de Abril de 2008 - 18h17


Índios pedem que Supremo reveja decisão sobre suspensão de retirada de arrozeiros

Marco Antonio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - “Fora arrozeiros”. O grito é repetido por centenas de índios que realizam manifestação, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela retirada dos produtores da Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR).

Um dos líderes do grupo comanda a manifestação em cima da estátua que representa a Justiça. Muitas faixas fazem alusão aos pedidos dos índios. Uma delas pede: “Desintrusão, Já”. Uma outra diz: “O terrorismo não vai acabar com nossos direitos”, em alusão a atos de vandalismo atribuídos aos arrozeiros da região.

O macuxi Jaci José de Sousa disse que os ministros do Supremo deveriam rever a decisão de suspender a operação Upatakon 3. "Amanhã eles [os ministros] serão culpados se acontecer crime por cima de crime lá dentro [da terra indígena]. Só ouviram o lado dos arrozeiros”, afirmou.

Para Jaci, a convivência de índios e produtores, no mesmo espaço, é impossível por causa de atos violentos já praticados. “Quem é que vai aceitar o cara queimando a sua casa, queimando pontes e deixando a gente ilhado”, questionou.

Os líderes indígenas pediam a realização de uma audiência com o novo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.

Entretanto, a assessoria de imprensa do Supremo informou que os ministros permanecem em sessão de julgamentos sem hora para terminar. De acordo com a assessoria, não há previsão de audiência com lideranças indígena no dia de hoje.

 


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