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18 de Abril de 2008 - 20h41 - Última modificação em 18 de Abril de 2008 - 20h41


Abimaq entra na Justiça para liberar cargas retidas pela greve de auditores fiscais

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) entrou hoje (18) com um mandado de segurança coletivo na Justiça, com pedido de liminar, em nome das associadas, contra a retenção de cargas de importação e exportação por causa da greve dos auditores fiscais da Receita Federal.

Os auditores estão em greve há um mês, exigindo equiparação salarial com os delegados da Polícia Federal e os procuradores federais.

A ação da Abimaq visa a liberação de cargas retidas nas alfândegas do estado de São Paulo. A entidade anunciou que deverá entrar com medidas semelhantes em outros estados.

Nesta sexta-feira, os auditores da Receita Federal em Brasília decidiram permanecer em greve até que o governo "apresente uma proposta que esteja de acordo com a valorização da nossa careira", segundo a presidente do Sindifiscal-DF, Rita de Cássia Alves Dias.

Um auditor da Receita Federal, no cargo inicial da carreira, recebe hoje salário de R$ 10.155, 52, e no final estará ganhando R$ 13.382,26 por mês.

Caso tenham os vencimentos equiparados a delegado da Polícia Federal, os auditores da Receita passarão a receber R$ 11.614,10 ao tomar posse e R$ 16.683,88 no final da carreira.

Nos últimos seis anos, os auditores fiscais foram uma das 15 carreiras do serviço público federal que conseguiram mais de 100% de reajuste salarial no piso de sua carreira: as sucessivas greves da categoria resultaram em 123,46% no vencimento inicial e de 81,41% no estágio final.

Em 2002, o valor do piso era de R$ 4.544,53, e no final R$ 7.376,91; hoje, o inicial é de R$ 10.155,52 e o final chega a R$ 13.382,26.



 


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