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Brasília - A Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
(Abimaq) entrou hoje (18) com um mandado de segurança
coletivo na Justiça, com pedido de liminar, em nome das associadas, contra a
retenção de cargas de importação e
exportação por causa da greve dos
auditores fiscais da Receita Federal.
Os auditores estão
em greve há um mês, exigindo equiparação
salarial com os delegados da Polícia Federal e os procuradores
federais.
A ação da
Abimaq visa a liberação de cargas retidas nas
alfândegas do estado de São Paulo. A entidade anunciou
que deverá entrar com medidas semelhantes em outros estados.
Nesta sexta-feira, os
auditores da Receita Federal em Brasília decidiram permanecer
em greve até que o governo "apresente uma proposta que
esteja de acordo com a valorização da nossa careira",
segundo a presidente do Sindifiscal-DF, Rita de Cássia Alves
Dias.
Um auditor da Receita
Federal, no cargo inicial da carreira, recebe hoje salário de
R$ 10.155, 52, e no final estará ganhando R$ 13.382,26 por
mês.
Caso tenham os
vencimentos equiparados a delegado da Polícia Federal, os
auditores da Receita passarão a receber R$ 11.614,10 ao tomar
posse e R$ 16.683,88 no final da carreira.
Nos últimos seis
anos, os auditores fiscais foram uma das 15 carreiras do serviço
público federal que conseguiram mais de 100% de reajuste
salarial no piso de sua carreira: as sucessivas greves da categoria
resultaram em 123,46% no vencimento inicial e de 81,41% no estágio
final.
Em 2002, o valor do
piso era de R$ 4.544,53, e no final R$ 7.376,91; hoje, o inicial é
de R$ 10.155,52 e o final chega a R$ 13.382,26.
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