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18 de Abril de 2008 - 22h13 -
Última modificação
em 19 de Abril de 2008 - 16h36
Candidatos descartam tumulto durante a votação de domingo
Ana Luiza Zenker
Enviada Especial
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Antônio Cruz/ABr
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Assunção (Paraguai) - Sem-teto aproveitam a proximidade das eleições presidenciais para reivindicar mais transparência do governo na aplicação de verbas destinadas à construção de casas
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Assunção (Paraguai) - Um dia depois do encerramento da campanha eleitoral no Paraguai, os três principais candidatos à Presidência deram entrevistas coletivas à imprensa estrangeira que está em Assunção para acompanhar o pleito. Todos disseram não acreditar que vá haver tumultos durante o domingo (20), dia da votação.
Fernando Lugo, candidato pela Aliança Patriótica para a Mudança (APC, na sigla em espanhol) e Lino Oviedo, da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), também aproveitaram o momento para reafirmar as suas propostas de campanha e esclarecer dúvidas dos jornalistas.
A primeira entrevista foi com o ex-bispo Fernando Lugo, no comitê de campanha. Ele ressaltou a importância de uma aliança de esquerda - formada por nove partidos e vários movimentos sociais - concorrer com chances de vitória à Presidência do Paraguai. “O país se encontra à frente de um acontecimento inédito”, afirmou.
Perguntado sobre a possibilidade de haver fraudes nas eleições, o candidato afirmou que “não houve um dia em que a imprensa local não falasse sobre essa temática, sobretudo de dúvidas, de desconfianças”. E completou: “Eu não creio que exista um sistema eleitoral perfeito, onde não haja desconfiança.”
Em seguida, foi a vez de Blanca Ovelar, candidata pelo partido do governo, a Associação Nacional Republicana (ANR), Partido Colorado, dar entrevista à imprensa. Na sede do partido, Blanca Ovelar apresentou o comitê que a ANR colocou à disposição dos jornalistas e destacou a importância da presença dos estrangeiros no acompanhamento do pleito. Ela foi a única que não abriu espaço para perguntas dos jornalistas.
Lino Oviedo (Unace) recebeu os jornalistas em sua casa, na capital paraguaia. Como os outros, ele ressaltou a importância do processo eleitoral e da presença dos jornalistas e observadores estrangeiros. Sobre a possibilidade de fraudes, ele disse que “sabemos que estamos tratando e lutando com mafiosos, que podem usar livremente o dinheiro do governo”, referindo-se ao Partido Colorado, do qual já fez parte.
Segundo a Justiça Eleitoral, novas medidas estão sendo tomadas este ano para garantir a segurança das eleições. A primeira é a impressão da digital do eleitor na mesa receptora de votos. A segunda é o acompanhamento dos partidos nos locais de voto, além do respaldo da polícia e de fiscais do Ministério Público.
Questionado sobre as acusações de que ele teria feito um acordo com o atual presidente, Nicanor Duarte, Oviedo negou qualquer relação com o partido que está no governo. “Com a minha escassa capacidade intelectual, ainda não cheguei a querer cavar a minha própria cova”, afirmou.
Enquanto isso, sem-tetos protestavam nas proximidades da residência oficial do presidente, aproveitando a proximidade das eleições para chamar mais atenção. Desde a meia noite de ontem (17) estão proibidas quaisquer manifestações de campanha. Nas ruas, faixas e cartazes vão sendo retirados aos poucos.
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