|
|
20 de Abril de 2008 - 08h50 -
Última modificação
em 20 de Abril de 2008 - 20h32
Observadores internacionais esperam que eleição seja tranqüila
Ana Luiza Zenker
Enviada especial
|
|




|
Antônio Cruz/ABr
| |
Assunção (Paraguai) - O representante da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, José Arbex Júnior, é um dos observadores independentes do Brasil nas eleições do Paraguai
|
Assunção (Paraguai) - Três missões oficiais - da Organização dos Estados Americanos (OEA), do Centro de Assessoria e Promoção Eleitoral (Capel) e da Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (Ifes) - e mais de 200 observadores internacionais independentes, entre os quais 14 brasileiros, estão no Paraguai para acompanhar as eleições gerais.
“As nossas expectativas são as melhores possíveis, no sentido de que parece que o Paraguai pela primeira vez, de fato, tem a oportunidade de expressar uma posição nas urnas que não é a posição oficialista”, afirma o brasileiro José Arbex Junior, representante da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Apesar de admitir que existe uma tradição de fraudes, ameaças e violência, especialmente por parte do partido do governo, a Associação Nacional Republicana, o Partido Colorado, Arbex Junior diz acreditar que hoje se tem uma candidatura de oposição que é muito forte. "Eu não sei se eles [colorados] vão se sentir encorajados a adotar esse tipo de ameaça, então eu acho que a gente vai ter alguma chance de ver um processo bom”.
A mesma expectativa tem Josefina Duarte, da Rede de Mulheres Políticas do Paraguai e uma das coordenadoras do grupo de observadores independentes. “Há muita expectativa, mas não podemos assegurar que realmente exista [fraude] e esperamos que não haja”, afirma.
E completa: “é um sufrágio muito especial o que vai ser realizado no Paraguai neste momento, porque está entre a candidata [Blanca Ovelar, Partido Colorado] e o candidato [Fernando Lugo, Aliança Patriótica para a Mudança], segundo as pesquisas muito apertado; esperamos que esta grande quantidade de observadores contribua para que não existam fraudes”.
Duarte acredita que não deve haver tumultos durante o dia, mas ressalta que isso depende também do posicionamento dos dirigentes partidários. Ela pede que a população não saia às ruas para protestar antes que o processo eleitoral esteja concluído.
Na opinião do deputado federal Nilson Mourão (PT-AC), que também está no grupo dos observadores independentes, se a diferença entre os dois primeiros candidatos for muito pequena, que possa levantar suspeitas sobre a ocorrência de fraudes, pode haver, sim, conflitos.
“Eu creio que se o resultado final indicar uma diferença muito pequena para qualquer um dos vencedores, a tendência é que haja uma certa turbulência de não-aceitação por parte de quem perdeu; todos admitem que a polarização [entre Ovelar e Lugo] está dada, quem ganhar por um voto vai lutar para manter a sua diferença e quem perder vai contestar”, afirma.
Depois de ter reuniões com os principais candidatos na sexta-feira (18), ontem (19) os observadores independentes definiram quem deve acompanhar a votação em cada um dos locais utilizados pela Justiça Eleitoral.
Segundo informações da Justiça Eleitoral e de observadores independentes, até ontem não haviam sido feitas denúncias oficiais de fraudes, mas apenas suspeitas. A imprensa local, no entanto, fala em fraudes, como registros duplicados e de pessoas com até 140 anos.
|
|
|
LEIA MAIS SOBRE OS ASSUNTOS
-
VÍDEO
Neste domingo (20), 2,8 milhões de paraguaios vão às urnas eleger o próximo presidente da República
No próximo domingo (20), o Paraguai elege um novo presidente da República. O candidato precisa apenas de maioria simples de votos
-
-
-
|
|