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22 de Abril de 2008 - 22h27 - Última modificação em 22 de Abril de 2008 - 22h27


Reino Unido anuncia pacote de US$ 1 bilhão para atacar alta mundial dos alimentos

Mylena Fiori
Enviada especial

 
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Acra (Gana) - Enquanto governos e representantes das sociedades civis de mais de 190 países debatiam, em Acra, as causas e os efeitos do boom das commodities agrícolas, o governo do Reino Unido anunciava um pacote de medidas para atacar a disparada dos preços mundiais dos alimentos. Quase US$ 1 bilhão serão aplicados em diferentes ações de curto e longo prazos. A novidade foi rapidamente divulgada pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido.

A maior parte dos recursos anunciados hoje (22) - US$ 800 milhões - se destinará a cinco anos de pesquisas em agricultura, com o objetivo de ajudar a produção de alimentos nos países pobres. O Programa Mundial de Alimentos receberá US$ 60 milhões para países em situação de maior risco. Outros US$ 50 milhões têm endereço certo: a Etiópia.

No anúncio dos recursos, o governo britânico relaciona as razões para a elevação dos preços dos alimentos. E não cita os biocombustíveis, que vêm sendo apontados como vilões do boom das commodities agrícolas. Entre as explicações estão o aumento da demanda mundial em razão do crescimento da população e a alta do petróleo.

Para a sociedade civil, a causa do boom das commodities é o que menos importa. Em debate no Fórum da Sociedade Civil, representantes de movimentos sociais alertaram que os produtores não estão se beneficiando com a alta dos preços dos alimentos. E denunciaram falta de políticas agrícolas nos países em desenvolvimento.

"É falso pensar que quando os preços sobem são em benefício do produtor. São em benefício de quem distribui", alertou Mamadou Cissokho, líder de produtores agrícolas da África Ocidental. "Não podemos depender dos mercados mundiais para resolver nosso problema de alimentos. Precisamos que os países assumam suas próprias responsabilidades para proteger seus agricultores e os mercados locais", defendeu.

 


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