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22 de Abril de 2008 - 17h59 -
Última modificação
em 22 de Abril de 2008 - 19h38
Edison Lobão diz que preço pago pela energia de Itaipu é justo
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
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Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
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Brasília - Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, durante coletiva sobre Itaipu. Ele disse que o Brasil paga um preço justo pela energia comprada da usina
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Brasília - O ministro de Minas e
Energia, Edison Lobão, disse hoje (22) que o preço pago pelo
Brasil ao Paraguai pela energia da hidrelétrica de Itaipu é
justo.
De acordo com o ministro, o Brasil não cogita alterar o Tratado de Itaipu. “O preço que se está praticando é um preço justo. O Brasil não pretende
ver o tratado alterado e, a princípio, não tem porque concordar com a
revisão da tarifa”, disse.
“Se o Paraguai tem uma reivindicação a fazer
examinaremos com todo cuidado como sempre fizemos”, afirmou.
Lobão garantiu que o pensamento atual do ministério é de manter as
tarifas como estão. Ele disse que não consultou o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva antes de colocar seu posicionamento à imprensa,
mas afirmou que a decisão final é do presidente. “Quem responde pelo
Brasil é o presidente Lula. Eu falo como ministro e posso dizer que o
pensamento do ministério é este. Se, por qualquer razão, o presidente
Lula tivesse que modificar o pensamento do ministro, ele o faria com a
autoridade que tem”, disse.
Segundo ele, só deverá haver aumento no preço de Itaipu se houver
alguma revisão tarifária em relação à energia produzida por todas as
hidrelétricas brasileiras. “Rever exclusivamente a de Itaipu, o
Ministério das Minas e Energia não vê razão para isso”. Ele
garantiu que, a partir do momento que as reivindicações do Paraguai
passem a onerar o consumidor brasileiro, elas não serão atendidas.
O Brasil paga atualmente US$ 45,31 pelo megawatt-hora de Itaipu.
Segundo Lobão, o valor está dentro do que se pratica no país
atualmente. Ele lembrou que a energia produzida pela usina hidrelétrica
de Santo Antônio, no Rio Madeira, vai custar R$ 78 por megawatt-hora.
Segundo o ministro, a energia gerada por Itaipu e comprada pelo
Brasil gera cerca de US$ 340 milhões por ano para o Paraguai. Isso
porque, dos US$ 45,31 pagos pelo país pelo megawatt-hora, US$ 42,5 são
usados para abater a dívida paraguaia com a construção da usina,
restando US$ 2,81 por megawatt-hora para o país.
Lobão garante que não há razão para problemas diplomáticos entre os
dois países por causa da geração de energia de Itaipu. “Itaipu só deve
ser considerado motivo de alegria para os dois países, e não para
constrangimentos”.
Segundo ele, o Brasil deseja manter as melhores
relações com o país vizinho e está ajudando tecnicamente o Paraguai na construção de uma
linha de transmissão que vai até Assunção.
Lobão disse também que não vê sinalização do Ministério das
Relações Exteriores em relação a mudanças na tarifa. “Ele [ministro
Celso Amorim] falou em tarifa justa. Sim, o Ministério de Minas e
Energia está de acordo com isso também. Mas a tarifa justa já está
sendo praticada”, disse.
Pelo Tratado de Itaipu, Brasil e Paraguai têm direito a usar 50% da
energia gerada por Itaipu. Mas, como a demanda do Paraguai é menor
(apenas 5% do que teria direito), ele vende o restante ao Brasil. A
usina tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19% da
energia consumida no Brasil e 91% do consumo paraguaio.
A alteração do Tratado de Itaipu era um dos principais temas de campanha do presidente eleito do Paraguai, Fernando Luogo.
* A matéria foi ampliada para acréscimo de informações
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