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23 de Abril de 2008 - 13h49 - Última modificação em 23 de Abril de 2008 - 13h51


Terremoto não teve intensidade para gerar tsunami, explica especialista

Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Barros, fala sobre o tremor de terra registrado em São Paulo
Brasília - O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Barros, fala sobre o tremor de terra registrado em São Paulo
Brasília - O terremoto de 5,2 graus na escala Richter registrado ontem (22) na costa do Brasil não é capaz de produzir ondas gigantes.

De acordo com o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros, os chamados tsunamis geralmente ocorrem quando os índices superam os 7 graus na mesma escala.

Tsunamis são ondas geradas no fundo do mar que só ocorrem quando os terremotos têm grande magnitude. Essa magnitude [registrada no tremor de ontem] não é suficiente para gerar tsunamis."

As características dos abalos sísmicos registrados no Oceano Atlântico, explica o especialista, também não são favoráveis para o surgimento das ondas.

"Os sismos que acontecem com magnitude mais expressivas no fundo oceânico, no caso do Atlântico, não são sismos que estejam, digamos, movimentando o assoalho oceânico que movimenta o fundo do mar e a massa d'água que vai gerar as ondas.”

O tremor de terra ocorreu ontem (22), por volta das 21h, a 215 quilômetros da cidade de São Vicente, no litoral paulista. Além de São Paulo, o fenômeno foi sentido no Paraná, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina.

A possibilidade de outros terremotos nos próximos dias não está descartada.


 


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