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Brasília - Um pedido de vista
adiou para a próxima semana a votação, na
Comissão de Constituição e Justiça da
Câmara dos Deputados (CCJ), do projeto de lei que estabelece um
piso salarial nacional de R$ 950 para os professores do ensino médio da
rede pública de ensino.
Os parlamentares da
comissão querem estudar melhor uma emenda do deputado Arnaldo
Faria de Sá (PTB-SP) que estende o piso para os professores
aposentados. O relator do projeto de lei na CCJ, deputado Cezar
Schirmer (PMDB-RJ), recomendou a rejeição da emenda.
De acordo com Faria de
Sá, o projeto original não contempla a paridade
salarial entre os aposentados e os professores na ativa, o que,
segundo ele, está previsto na Constituição.
"O projeto do piso
não contempla os aposentados, e tanto a emenda [à
Constituição] 41 quanto a 47 estabelecem a
paridade. O projeto do piso está excluindo dos aposentados a
paridade, que é constitucional", disse.
O deputado José
Eduardo Cardoso (PT-SP), contrário a emenda de Faria de Sá,
afirmou que a proposta do deputado na verdade estabelece mais
direitos aos aposentados do que aqueles já garantidos na
Constituição.
"O que a emenda do
deputado Faria de Sá pretende não é o que está
garantido na Constituição. É um plus
[aumento], que até considero legítimo, porém
quando se estabelece esse piso aqui ele é calculado com base
no impacto financeiro, e se eventualmente for aprovada a emenda,
fatalmente o impacto para a União, estados e municípios
não é o previsto e acordado com o governo",
explicou.
O deputado Geraldo
Magela (PT-DF), autor do pedido de vista, anunciou que apresentará
na próxima semana um voto em separado com um texto para ser
negociado com todos os partidos.
"O texto do jeito
que foi proposto pelo deputado Arnaldo Faria de Sá amplia para
aqueles que se aposentaram a partir de 2003 a paridade, e isto é
inconstitucional. Este debate certamente se conclui na semana que
vem. Vou negociar com todas as partes envolvidas e vou trazer um
texto que seja consensual", disse.
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