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23 de Abril de 2008 - 09h50 - Última modificação em 23 de Abril de 2008 - 11h14


Especialista não descarta possibilidade de novos tremores de terra de maior impacto

Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Roosewelt Pinheiro/Abr
Brasília - O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Barros, fala sobre o tremor de terra registrado em São Paulo
Brasília - O chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, Lucas Barros, fala sobre o tremor de terra registrado em São Paulo
Brasília - Tremores de terra de maior intensidade do que o registrado ontem (22) na costa brasileira podem voltar a ocorrer no país, avalia o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), Lucas Barros. O especialista, no entanto, afirma que o abalo sísmico tende a gerar fenômenos menos intensos.

“A grande pergunta que se faz é: pode ter um terremoto maior? Sim. A gente não pode descartar. O que se verifica via de regra é que o sismo que acontece após um choque desse são os pós abalos geralmente de magnitude de até um grau menor”, destaca.

O terremoto registrado na noite de ontem atingiu 5,2 graus na escala Richter e foi sentido nos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O epicentro do sismo foi registrado no Oceano Atlântico a pouco mais de 200 quilômetros das cidades de São Vicente e do Guarujá, no litoral paulista.

“A natureza é meio traiçoeira. O comportamento da sismicidade em um lugar não é igual ao do outro. Então, pode ser que nós venhamos a observar nessa área um comportamento diferenciado e possa haver sismos de magnitude maior. Só que esses sismos são pouco prováveis”, avalia Barros.

O especialista ressalta a importância dos estudos sismológicos. Ele explica que a ciência é responsável por detectar, localizar e identificar os pontos onde pode haver tremor.

“Na Califórnia se sabe que um grande terremoto está para acontecer. A sismologia, que é muito avançada, já tem conhecimento da sismicidade da área até porque existem muitas estações, pesquisadores e investimentos. Ao contrário do Brasil, onde existe uma cultura de que a terra não treme. Entretanto, volta e meia somos surpreendidos por esses fatos.”


 


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