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Brasília - O presidente da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, disse hoje (23) antes da
cerimônia de posse do novo presidente do Supremo Tribunal
Federal (STF), Gilmar Mendes, que a corte precisa julgar com agilidade as
ações pendentes em relação ao decreto de
homologação da Terra Indígena Raposa Serra do
Sol (RR). Britto vê riscos em uma demora da Justiça.
“A questão
indígena é um assunto inconcluso no Brasil. Não
pode ficar no nível da provisoriedade. O sai não sai
[de arrozeiros] gera uma insegurança jurídica que pode
resultar em mortes.”
Britto também
afirmou que não há consenso na OAB sobre a saída
dos não-índios da área homologada. “A
seccional de Roraima entende que os não-índios são
invasores e devem ser retirados. Mas conselheiros federais pensam o
contrário”, disse.
Ele afirmou que a OAB enviou advogados para Roraima que deverão avaliar a situação na área. Segundo Britto, os relatos dos advogados servirão para que a Ordem tome uma posição institucional sobre o assunto.
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