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Rio de Janeiro - A Secretaria Estadual
de Saúde confirmou hoje (24) mais uma morte por dengue no
município do Rio de Janeiro, o que eleva para 56 o número de mortos na capital e para 93 o do estado, desde o início do ano. Um grupo de trabalho está sendo montado pela
secretaria para analisar as mortes já confirmadas, dentro da estratégia para evitar nova epidemia da doença.
O número de mortes registrado neste ano já
supera o da epidemia de 2002, a maior da história do
Rio, quando 91 pessoas morreram. A secretaria ainda investiga a
causa de outras 96 mortes, entre elas a de Mônica Maria de Oliveira dos Santos,
de 30 anos, que estava grávida quando contraiu a doença
e começou a sentir os sintomas quatro dias antes de dar à
luz o filho.
O bebê teve alta ontem (23) à tarde, três
horas antes da morte de Mônica, e será submetido a novos
exames de sangue, porque existe a possibilidade de a doença ter sido transmitida pela placenta da mãe.
A secretaria também anunciou que vai preparar um plano de contingência, a fim de assegurar a realização do Troféu
Maria Lenk de Natação, classificatório para os
Jogos Olímpicos de Pequim, entre os dias 4 e 11 de maio. O plano deverá ser apresentado amanhã (25) e terá o apoio do Ministério da
Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com a secretaria, cerca de 400 bombeiros
deverão atuar na área do Parque Maria Lenk, em
Jacarepaguá, e nos hotéis onde os nadadores ficarão hospedados, formando uma espécie de bloqueio contra o
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A Marinha informou hoje que, durante os 24 dias de
atividade do Hospital de Campanha em Nova Iguaçu, foram
realizados mais de 8 mil atendimentos. Entre os pacientes, mais de
2.500 tinham até 14 anos.
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