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Brasília - A produção
de biodiesel em países em desenvolvimento não se
contrapõe às demais atividades agrícolas,
defendeu hoje (24) o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio
Rezende. Segundo ele, a alegação de que estimular o uso
de biocombustíveis pode prejudicar a oferta internacional de
alimentos é falaciosa.
“Essa discussão
que tem havido em âmbito mundial de alimentos versus produção
de biocombustíveis é na verdade uma falácia dos países
desenvolvidos, que não têm uma agricultura desenvolvida e
precisam subsidiar os seus produtores”, afirmou em entrevista a
emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC), em Brasília.
Modelos de produção
de biocombustíveis como o nordestino são apontados pelo
ministro como exemplo de que a alternativa aos combustíveis
fósseis não inviabiliza a produção de
alimentos. “No caso do Nordeste, a grande fonte de produção
de biodiesel é exatamente a mamona e, como se sabe, ela não
é usada para alimentação.”
Recentes altas nos
preços mundiais dos alimentos colocaram os biocombustíveis
em debate na 12ª Conferência das Nações Unidas para o
Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em Gana. Participante do evento,
o ministro de Cooperação para o Desenvolvimento da
Holanda, Bert Koenders, disse na última terça-feira
(22) que "a segurança alimentar não pode ser
colocada em risco pelos biocombustíveis".
Dois dias antes, também na conferência no continente africano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a produção de biodiesel e disse que o tema precisa ser discutido sem "ideologismos".
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