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24 de Abril de 2008 - 15h43 - Última modificação em 24 de Abril de 2008 - 16h20


Biodiesel como vilão da produção de alimentos é falácia de países ricos, diz Rezende

Hugo Costa
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A produção de biodiesel em países em desenvolvimento não se contrapõe às demais atividades agrícolas, defendeu hoje (24) o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende. Segundo ele, a alegação de que estimular o uso de biocombustíveis pode prejudicar a oferta internacional de alimentos é falaciosa.

“Essa discussão que tem havido em âmbito mundial de alimentos versus produção de biocombustíveis é na verdade uma falácia dos países desenvolvidos, que não têm uma agricultura desenvolvida e precisam subsidiar os seus produtores”, afirmou em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília.

Modelos de produção de biocombustíveis como o nordestino são apontados pelo ministro como exemplo de que a alternativa aos combustíveis fósseis não inviabiliza a produção de alimentos. “No caso do Nordeste, a grande fonte de produção de biodiesel é exatamente a mamona e, como se sabe, ela não é usada para alimentação.”

Recentes altas nos preços mundiais dos alimentos colocaram os biocombustíveis em debate na 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), em Gana. Participante do evento, o ministro de Cooperação para o Desenvolvimento da Holanda, Bert Koenders, disse na última terça-feira (22) que "a segurança alimentar não pode ser colocada em risco pelos biocombustíveis".

Dois dias antes, também na conferência no continente africano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a produção de biodiesel e disse que o tema precisa ser discutido sem "ideologismos".

 


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