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24 de Abril de 2008 - 20h50 - Última modificação em 24 de Abril de 2008 - 20h50


Centrais sindicais vão defender fim do fator previdenciário, diz presidente da CUT

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As centrais sindicais defenderão na Câmara dos Deputados a aprovação dos projetos de lei que acabam com o fator previdenciário e reajustam os benefícios da Previdência Social com base no mesmo percentual de aumento do salário mínimo, informou hoje (24) o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos, depois de reunião de seis centrais sindicais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

“Vamos defender o fim do fator previdenciário, a não ser que haja um processo de apresentação de proposta [por parte do governo]. Estamos abertos para a negociação”, disse.

O sindicalista argumentou que “o fator previdenciário tem claramente um erro na sua fórmula, porque dá um peso muito grande na expectativa de vida. Isso faz com que ninguém saiba quando vai se aposentar e nem quanto vai receber de aposentadoria”.

O governo alega que não tem como arcar com os gastos que serão provocados pelos projetos. Em reunião hoje (24) com o Conselho Político, o presidente Lula pediu aos líderes aliados que apontem fontes de recursos.

Para Artur Henrique, é possível ter fontes de recursos se o governo mudar a política econômica. “Estamos defendendo que é possível construir alternativas, inclusive no orçamento. Basta diminuir o superávit primário”, defendeu.

De acordo com Artur Henrique, os sindicalistas não discutiram o assunto com Lula. A pauta do encontro de hoje foi a redução da informalidade no mercado de trabalho, a recuperação da massa salarial dos trabalhadores na renda nacional e a expansão da estrutura sindical.

O debate foi conduzido pelo ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger.




 


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