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24 de Abril de 2008 - 15h52 - Última modificação em 24 de Abril de 2008 - 16h15


Constituição oferece soluções adequadas para Raposa Serra do Sol, diz presidente do STF

Marco Antônio Soalheiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, evitou, em sua primeira entrevista coletiva no cargo, fazer juízo de valor sobre ações pendentes no tribunal em relação à Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Ele disse ser possível a Corte chegar a uma solução, que contemple o direito dos povos indígenas e considere outras peculiaridades da área.

“Temos desafios que são postos e vão exigir ponderação. A questão da fronteira, da soberania, do usofruto de áreas. Mas acredito que a Constituição contém mecanismos que vão permitir uma boa equação do problema pelo Supremo. O texto constitucional já oferece elementos para isso”, afirmou o ministro.

Mendes também afirmou não haver empecilho a uma eventual ida de integrantes da Corte à região indígena, situada em Roraima, para fins de uma inspeção in loco. O ministro lembrou que este tipo de procedimento já foi aprovado anteriormente pelo tribunal em relação a uma área indígena na Bahia, mas ressaltou que uma decisão sobre uma possível viagem a Roraima “dependerá de uma consideração do próprio ministro Carlos Ayres Britto [ministro do STF, relator das ações sobre o assunto]”.

O presidente do STF recordou sua atuação, quando ainda procurador da República, em defesa das terras indígenas do Xingu: “Discuti o conceito de posse indígena no STF. O Supremo vinha condenando a União a pagar indenização por conta dos chamados apossamentos no âmbito do Xingu. Sustentei a tese de que era possível reconceber o conceito de posse indígena, que não coincide com posse de direito civil”, disse Gilmar Mendes.



 


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